ABI recebe cônsul de Portugal e abre diálogo sobre cooperação cultural e jornalística

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) recebeu ontem (30) a visita do cônsul-geral de Portugal em Salvador, Ricardo Cortes, em um encontro que marcou a abertura de um diálogo sobre cooperação cultural e jornalística entre Brasil e Portugal. A presidente da entidade, Suely Temporal, conduziu o diplomata em um tour pelo Edifício Ranulfo Oliveira, na Praça da Sé, no Centro Histórico da capital baiana.

Durante a visita, o cônsul conheceu espaços como o Museu de Imprensa, a Biblioteca de Comunicação Jorge Calmon, a Sala de Exibição Cinematográfica Roberto Pires e o Auditório Samuel Celestino. Impressionado com o acervo e a vista panorâmica do 8º andar do prédio, Cortes destacou o papel simbólico e cultural da ABI, instituição quase centenária que preserva a memória do jornalismo baiano.

Em conversa com a presidente, o cônsul ressaltou a relevância da aproximação entre instituições brasileiras e portuguesas. Ele defendeu a criação de iniciativas conjuntas capazes de fortalecer a liberdade de imprensa e a democracia.
Sendo também uma função consular estabelecer laços, consideramos importante a proximidade com a ABI. Exploramos a possibilidade de estreitar esses laços, equacionando, por exemplo, um possível congresso aqui, em parceria com uma entidade congênere portuguesa, afirmou.

Suely Temporal celebrou o encontro e reforçou a importância do diálogo internacional:
Espero que essa parceria frutifique e que possamos intensificar a cooperação entre Brasil e Portugal através da ABI, desenvolvendo projetos comuns que caminhem no sentido de defender a imprensa livre, ética e responsável, disse.

A dirigente destacou ainda que a visita reforça o papel da entidade como ponte cultural e profissional, abrindo caminho para novas agendas de intercâmbio entre jornalistas e instituições de comunicação dos dois países.

O encontro acontece em um momento em que os debates sobre cooperação internacional no jornalismo ganham força, diante de desafios como a circulação global de desinformação, a regulação das plataformas digitais e as transformações tecnológicas. Tanto no Brasil quanto em Portugal, entidades têm buscado estratégias conjuntas para proteger a integridade do jornalismo e assegurar condições adequadas ao exercício da profissão.