Bahia amplia investimentos e geração de empregos verdes, destaca secretário Augusto Vasconcelos
A Bahia vem se consolidando como referência nacional na geração de empregos verdes e potencialmente verdes, de acordo com estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Em 2024, um terço da população ocupada no estado trabalhava em atividades ligadas à sustentabilidade ambiental, representando 33,5% dos 6,4 milhões de trabalhadores baianos.
O levantamento mostra que 410 mil pessoas estavam empregadas diretamente em setores considerados verdes, como energias renováveis, reciclagem e transporte ferroviário. Outros 1,7 milhão atuavam em áreas classificadas como potencialmente verdes, como agricultura, indústria e construção civil. No período de 2014 a 2024, a média foi de 35,8%, reforçando a tendência de crescimento dessa modalidade de trabalho.
Segundo o secretário da Setre, Augusto Vasconcelos, o avanço é resultado dos investimentos em setores estratégicos. “A Bahia está ampliando os investimentos em energias renováveis, carros elétricos e outros segmentos que impulsionam a sustentabilidade ambiental. Vamos seguir estimulando o setor privado e garantindo que o trabalho decente seja marca do nosso estado”, afirmou.
Entre os exemplos citados estão a instalação da montadora chinesa de carros elétricos BYD, em Camaçari, a expansão dos parques eólicos em diversas regiões do estado e o fortalecimento da indústria de reciclagem, com apoio às cooperativas de catadores e catadoras.
O estudo classifica as atividades em quatro categorias: verdes, potencialmente verdes, de baixo impacto e de alto impacto ambiental. Em 2024, 60,5% da força de trabalho baiana estava em setores de baixo impacto, enquanto 6,2% atuava em atividades de alto impacto, como a criação de bovinos e a extração de carvão mineral.
A discussão sobre empregos verdes está inserida em um cenário global de enfrentamento à crise climática e deve ganhar ainda mais destaque durante a COP 30, que será realizada em Belém (PA), em novembro. Para Vasconcelos, o desafio é conciliar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão social. “A crise climática global precisa ser enfrentada com decisão política, orçamento ajustado e planejamento que assegure oportunidades de trabalho sem agressão ao meio ambiente”, destacou.