Bahia confirma 135 casos de coqueluche e reforça alerta para vacinação
O aumento de casos de coqueluche no Brasil tem acendido um alerta entre autoridades de saúde. Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o país registrou, até setembro de 2025, 2.173 casos da doença e sete óbitos, o segundo maior número desde 2019.
Na Bahia, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) confirmou 135 ocorrências e 755 notificações suspeitas até outubro deste ano. Apesar do cenário de atenção, o estado não registrou mortes. Assim como no restante do país, a maior incidência é em crianças menores de um ano, que somam 42 casos. No total, mais de 50% dos registros ocorreram em menores de cinco anos.
A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma infecção respiratória aguda causada pela bactéria Bordetella pertussis. Extremamente contagiosa, provoca crises de tosse intensa e prolongada e pode ser grave, especialmente em bebês. A médica infectologista pediátrica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Sylvia Freire, reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção.
“O esquema primário de imunização deve ser iniciado aos dois meses de vida, com reforços aos 4, 6, 15 meses e aos 4 anos. Gestantes também devem ser vacinadas para proteger o bebê nos primeiros meses de vida”, explica a especialista.
A médica alerta ainda que a proteção conferida pela vacina dura de 5 a 10 anos, sendo necessário reforço na adolescência e na vida adulta. Adultos que convivem com crianças pequenas devem manter o esquema vacinal atualizado para evitar a transmissão — já que, muitas vezes, bebês adquirem a doença de familiares com sintomas leves.
No caso dos adultos, a vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto) está disponível na rede particular, incluindo as unidades do Sabin em Salvador, Lauro de Freitas e Barreiras.
O tratamento envolve o uso de antibióticos e cuidados de suporte, como hidratação e controle da febre. “O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para evitar complicações e reduzir o risco de contágio”, reforça Sylvia.