Bahia lidera matrículas em comunidades quilombolas, aponta Censo Escolar 2024
A Bahia reafirma seu compromisso com a educação inclusiva e de valorização das comunidades tradicionais. De acordo com os dados do Censo Escolar 2024, o estado registrou o maior número de matrículas em comunidades quilombolas de todo o país, com um total de 88.035 estudantes, o que representa 32% do total nacional. Em 2023, esse número era de 84.693, demonstrando um crescimento expressivo.
Além disso, o estado também avançou no número de matrículas em assentamentos rurais, subindo de 20.868 (em 2023) para 21.600 (em 2024), o que levou a Bahia da 4ª para a 3ª posição entre as unidades da federação com mais estudantes nessas comunidades.
Na rede estadual de ensino, a oferta de vagas cresceu 19% nas comunidades quilombolas e 9% em assentamentos, reflexo direto de políticas públicas voltadas à educação do campo e quilombola.
A secretária da Educação do Estado, Rowenna Brito, destaca que esse avanço é resultado de investimentos em infraestrutura, formação de professores e produção de materiais didáticos contextualizados. “A educação é um instrumento de emancipação e de reparação histórica. Estamos construindo uma escola pública antirracista, inclusiva e promotora da cidadania para todos, especialmente para os povos tradicionais”, afirma.
Entre os investimentos mencionados pela secretária estão a construção de uma nova escola na comunidade quilombola da Matinha, em Feira de Santana, além da abertura de licitação para duas unidades escolares em assentamentos: uma no município de Vitória da Conquista (Lagoa e Caldeirão) e outra em Mucuri (Assentamento Paulo Freire).
Essas iniciativas reforçam o compromisso do Governo do Estado com uma educação que respeita os saberes, tradições e modos de vida das comunidades quilombolas e camponesas, garantindo acesso ao ensino de qualidade, com equidade e respeito às identidades culturais.