Bares e restaurantes criam 33 mil vagas no 1º semestre
O setor de alimentação fora do lar — que inclui bares, restaurantes e lanchonetes — fechou o primeiro semestre de 2025 com um saldo positivo de 33.556 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (4). O resultado acompanha o bom desempenho do setor de serviços, que foi o maior gerador de postos no período, com 643.021 novas vagas.
Além do crescimento no número total de empregos, o levantamento mostra a importância do setor como porta de entrada para o mercado de trabalho. Mais da metade (51,2%) das vagas criadas em 2025 foi ocupada por jovens entre 18 e 24 anos, muitos deles no primeiro emprego.
De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), uma pesquisa realizada em 2023 revelou que 93% dos empresários do setor contratam pessoas sem experiência prévia, e 74% mantêm políticas de ascensão profissional. “Os bares e restaurantes são protagonistas na formação da nova geração de trabalhadores. Mostramos que é possível crescer com responsabilidade e inclusão, contratando jovens e apostando na qualificação dentro da empresa”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Apesar dos bons números, a entidade aponta que a informalidade ainda é um desafio. Um estudo feito pela Abrasel em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que 41% da mão de obra no setor ainda atua de forma informal. Para reduzir essa taxa, a associação defende o fortalecimento do trabalho intermitente e a desoneração da folha de pagamento.
Segundo Solmucci, medidas como essa podem ampliar a formalização e gerar mais oportunidades: “A desoneração da folha é fundamental para manter e criar novos empregos formais. Com menor carga tributária, os empresários podem regularizar vínculos, investir em qualificação e abrir mais vagas, especialmente para jovens em busca do primeiro emprego.”
Com crescimento acelerado e papel social relevante, o setor de bares e restaurantes segue se consolidando como um dos pilares da economia e da empregabilidade no Brasil.