Bloco Fogueirão Samba de Roda homenageia as mães do samba no Campo Grande
No ano em que o Carnaval de Salvador reverencia o samba como protagonista da festa, o Bloco Fogueirão Samba de Roda promete emocionar e arrastar uma multidão no Campo Grande, no primeiro dia oficial do Carnaval 2026. Com o tema “Mães do Samba – Guardiãs da Cultura Ancestral”, o bloco presta homenagem às mulheres que foram e seguem sendo pilares da preservação, transmissão e fortalecimento do samba em suas diversas expressões.
A proposta do desfile nasce de uma vivência pessoal do cantor, compositor e fundador do bloco, Jorge Fogueirão, que reconhece na figura materna a base de sua trajetória artística e humana. “Quando a gente começou o Samba Fogueirão eu tinha 13 anos e minha mãe, dona Wanda, sempre esteve comigo em tudo. Ela foi madrinha do Samba Fogueirão e teve um papel decisivo desde o início. O samba só ia para lugares onde ela podia ir”, relembra o artista.
Além da própria mãe, o bloco também reverencia outras mulheres fundamentais para a consolidação do Samba Junino em Salvador. Entre elas, Mãe Beth, do Engenho Velho da Federação, cuja intervenção foi decisiva para que o grupo pudesse tocar no Carnaval em um momento de impedimento, e Dona Bete, do Engenho Velho de Brotas, que acolheu ensaios do samba em sua porta, reafirmando o papel das mulheres como mediadoras, protetoras e incentivadoras da cultura popular.
A trilha sonora da noite ficará por conta de Jorge Fogueirão, Caboquinho, Juninho Orisun, Dan Mocidade, Nei D’Resenha e Alan Dudu, reunidos em um cortejo que celebra o samba de roda e o samba junino como expressões vivas da ancestralidade afro-baiana. O desfile acontece na quinta-feira, 12 de fevereiro, às 21h, no Circuito Osmar (Campo Grande).
Os foliões interessados em acompanhar o bloco podem adquirir a fantasia no Quiosque Samba Vivo, no piso L4 do Shopping Piedade, no Salão Irmãs de Valdir, no Shopping Vasco da Gama, ou pelos telefones (71) 98746-7266 e (71) 91836-2229.
Fundado em 1987, o Samba Fogueirão nasceu no contexto do movimento do Samba Junino, que ganhou força nos bairros do Engenho Velho de Brotas, Engenho Velho da Federação, Liberdade e Nordeste de Amaralina. Desde então, o grupo se consolidou como referência comunitária e cultural, atuando em festas juninas, eventos afro-baianos e, desde 2008, como bloco oficial no Carnaval de Salvador, reafirmando o samba como herança, identidade e resistência.