Cantora baiana Cinara mistura pagode, R&B e IA em releitura de hit do É O Tchan

A cantora baiana Cinara lançou uma releitura moderna de “Mexe Mexe Mainha”, clássico eternizado pelo grupo É O Tchan nos anos 90. Apostando na mistura entre pagode baiano, R&B e tecnologia, a artista apresentou o single em todas as plataformas digitais na última semana, marcando mais uma etapa da sua proposta musical inovadora.

A nova versão da música foi produzida por Eduardo Oliveira, criador do projeto “Não Sou Robô”, que utiliza inteligência artificial na construção de arranjos musicais. O trabalho propõe uma nova leitura para o hit lançado originalmente em 1997, trazendo sonoridades ligadas ao soul, blues, reggae e à black music contemporânea.

Com apenas 22 anos, Cinara vem ganhando destaque na cena musical baiana por unir referências globais ao ritmo e à percussividade afro da Bahia. Na releitura de “Mexe Mexe Mainha”, a cantora aposta em uma interpretação mais sensual e sofisticada, sem perder a energia festiva que marcou a música na memória popular brasileira.

Segundo a artista, revisitar sucessos antigos faz parte de um processo de conexão com a cultura baiana e com canções que atravessam gerações. “Eu gosto de trazer músicas que fazem parte da memória afetiva das pessoas para o meu universo”, afirma.

A produção do single também abre espaço para o debate sobre o uso da inteligência artificial na música. De acordo com Eduardo Oliveira, a tecnologia foi utilizada como ferramenta criativa e não como substituição do trabalho artístico humano.

O produtor explica que o processo envolve experimentação, escolhas musicais e construção estética, destacando que o resultado final depende diretamente da sensibilidade e do repertório dos artistas envolvidos.

“Mexe Mexe Mainha” faz parte de um novo projeto musical de Cinara baseado em inteligência artificial. A cantora já anunciou que também lançará uma releitura de “Paquerei”, outro sucesso do É O Tchan.

Foto: Fern Cinara (Divulgação/Kafé)