Circo Picolino celebra 40 anos com festival internacional gratuito em Salvador
Viva o Circo ano XL reúne grupos do Brasil e do mundo de 1º a 14 de dezembro, com programação acessível e distribuída por diversos territórios da cidade
O Circo Picolino celebra quatro décadas de história com a realização do Viva o Circo ano XL – Festival Internacional, que acontece de 1º a 14 de dezembro de 2025, com programação totalmente gratuita, acessível em Libras e com audiodescrição. As atividades ocupam diferentes espaços simbólicos para a trajetória da escola e companhia circense, como Pituaçu, Ondina, Barris, Rio Vermelho e Boca do Rio.
A edição marca os 40 anos do Picolino, fundado em 1985 por Verônica Tamaoki e Anselmo Serrat, e celebra a arte do circo como território de memória, resistência e reinvenção. A lona fúcsia instalada na orla de Pituaçu será ponto de encontro para apresentações nacionais e internacionais, além de oficinas, residências, cortejos, shows e atividades formativas.
Abertura
O festival inicia em 1º de dezembro, às 19h, no Circo Picolino, com uma performance de Verônica Tamaoki e o espetáculo “Picolino – 40 Anos”, dirigido por Luana Tamaoki Serrat. A obra reúne artistas que marcaram várias fases da Companhia e da Banda Picolino, com números aéreos, acrobacias, malabares e música ao vivo.
Destaques da programação
No dia 3 de dezembro, ocorre o lançamento da revista “A Mulher do Circo – Bahia”, que homenageia mestras circenses do estado, em cerimônia conduzida por Tamaoki.
Já no dia 4, às 9h30, volta à lona o espetáculo clássico “Todo Mundo Vai ao Circo”, assistido por cerca de 160 mil pessoas desde sua criação, trazendo humor, música e reflexões sobre diversidade, meio ambiente e direitos das crianças.
A obra “Cabaré Show de Calouros”, do Nariz de Cogumelo, será apresentada no dia 5, seguida de uma ocupação musical na Avenida Simon Bolivar, com a Banda Picolino junto ao Ponto de Cultura Jazz na Avenida.
No dia 6, Ondina recebe o espetáculo “Maiador”, da Cia Delá Praká (Ilhéus), seguido da primeira noite da Varieté Picolino, com performances de diferentes modalidades circenses.
A programação continua no dia 7, com o espetáculo internacional “Em Deambulação”, do Cirque Immersif, no Largo de Santana, e “Exu em Movimento”, solo do multiartista Fafá Coelho, no Circo Picolino.
Segunda semana
A partir do dia 10, a programação foca na memória e na formação, incluindo a exibição do teaser do documentário “Picolino, o Circo”, a apresentação do espetáculo pernambucano “Nove Tentativas de Não Sucumbir”, e novas noites de Varieté com artistas convidados.
O dia 12 apresenta “Isso Não É Uma Obra”, fruto de residência artística que reúne nomes da Cia Picolino e artistas parceiros, explorando novas possibilidades criativas de corpos maduros e intérpretes experientes.
No dia 13, a Escola Picolino de Artes do Circo ganha protagonismo com o espetáculo “Era Uma Vez, de Novo”, realizado pelas oficinas fixas da instituição, e com “Um Tributo à Paixão”, homenagem a Anselmo Serrat.
Encerramento
O festival se despede no dia 14, às 15h, com o grande cortejo “Saideira de Picadeiro”, da Boca do Rio até o Circo Picolino. A celebração conta com “AfroDef e a Cadeira de Som”, performance do artivista Marcelo Zig, transformando sua cadeira de rodas em um poderoso sistema sonoro.
Quarenta anos de história e afeto
O Viva o Circo ano XL revisita memórias que se entrelaçam com a própria história cultural de Salvador. De um pequeno festival estudantil aos grandes encontros que hoje ocupam a cidade, o Picolino se afirma como espaço de formação, experimentação e afeto — onde gerações de artistas encontraram um lugar para desafiar a gravidade e reinventar a cena circense contemporânea.
O festival é contemplado pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia (PNAB), com apoio do Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura e Ministério da Cultura.