Circuito Luiz Galvão se despede do Carnaval de Juazeiro com noite histórica de diversidade musical
O último dia do Carnaval de Juazeiro foi marcado por emoção, diversidade musical e uma multidão que tomou conta do Circuito Luiz Galvão, na Orla II. A despedida da folia no espaço entrou para a história da cidade com uma programação que uniu reggae, axé, arrocha, forró e outros ritmos, celebrando a pluralidade cultural que marca o carnaval juazeirense.
As apresentações começaram ainda durante a tarde, com o público chegando aos poucos, mas não demorou para a Orla II ficar pequena diante da quantidade de pessoas reunidas. Gabriel Fidelis, Banda Lyra, Maguila e Breno Casa Grande abriram a programação, conduzindo o público com shows cheios de energia, diversidade sonora e clima de celebração. Cada atração foi um convite à dança, aos encontros e à alegria coletiva.
O ponto alto da noite veio com a entrada de Edson Gomes, considerado o maior nome da história do reggae brasileiro. Ovacionado pelo público, o artista protagonizou mais do que um show: realizou um verdadeiro ato coletivo de reconhecimento. Suas músicas, marcadas por letras que denunciam desigualdades sociais, violência, injustiça e abuso de poder, ecoaram pela Orla II como hinos atemporais de resistência e esperança.
A apresentação transformou o espaço em um grande coral a céu aberto. O público cantou cada verso e refrão, acompanhando Edson Gomes do início ao fim. “Eu já vi Edson Gomes outras vezes, mas sempre que ele está por perto faço questão de assistir. Ele canta diretamente para a gente, fala da nossa realidade. Foi muito bom viver esse momento aqui”, afirmou Diego Medeiros, que veio de Santa Maria, em Pernambuco, para curtir o carnaval de Juazeiro.
Encerrando a noite com chave de ouro, João Gomes, filho ilustre de Petrolina, subiu ao palco levando carisma, simplicidade e um repertório que já faz parte da trilha sonora do Nordeste. Em plena ascensão na carreira, com reconhecimento nacional e continental, o cantor emocionou o público ao transformar a despedida do carnaval em uma grande celebração. Com sua voz marcante e jeito espontâneo, fez a Orla cantar junto e mostrou que a nova geração da música nordestina carrega a mesma força e identidade de quem abriu caminhos antes.
Para quem prefere curtir a festa com mais tranquilidade, o formato do circuito também foi aprovado. A jovem Alice Santos destacou a experiência positiva. “Eu gosto do carnaval, mas não tenho pique para correr atrás de trio. Aqui foi perfeito: fiquei com minhas amigas, ouvi boa música e curti com calma. Quem pensou nisso está de parabéns”, disse.
Com alegria, diversidade e gente feliz, o Circuito Luiz Galvão se despediu do Carnaval de Juazeiro reafirmando seu papel como espaço democrático, acessível e culturalmente potente dentro da festa.
O Carnaval de Juazeiro é realizado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), em parceria com o Governo do Estado da Bahia, através da Sufotur e da Setur, com apoio do Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo.
Fotos: Anamauê – Ascom/PMJ