COATO Coletivo leva espetáculo, vivência e mostra artística a Barreiras com o projeto Território Expandido

De 22 a 27 de setembro, o município de Barreiras será palco de uma programação intensa do projeto “Território Expandido: Arte Local e Global”, realizado pelo COATO Coletivo. A agenda reúne experiências de formação, difusão e experimentação artística, incluindo laboratório de criação, circulação teatral e mostra aberta ao público.

A programação começa com o Lab.Ex – Laboratório de Experimentação Cênica, que acontece de 22 a 24 de setembro, às 19h, no Centro Cultural Rivelino Silva de Carvalho. A proposta convida os participantes a explorar o conceito de Corpo-Arquivo, utilizando ferramentas acessíveis como celulares, projeções e sons ao vivo para transformar memórias em dramaturgia. A vivência será conduzida por artistas do COATO: Danilo Lima, Mirela Gonzalez, Marcus Lobo, Bernardo Oliveira e Natielly Santos. As inscrições são gratuitas e já estão abertas pelo formulário disponível no Instagram @coatocoletivo.

No dia 24 de setembro, às 15h, a Casa Amarela recebe a exibição do documentário “Retratos de Identificação”, dirigido por Anita Leandro, que retrata a experiência de ex-presos políticos da ditadura militar brasileira. O filme dialoga diretamente com o espetáculo que integra a programação.

A circulação comemorativa de dez anos do espetáculo “Arquivo 64/15 – Porões da Ditadura”, dirigido por Marcus Lobo, será apresentada em dois espaços: no Centro Cultural Rivelino Silva de Carvalho, no dia 25 de setembro, às 19h30; e no Colégio Estadual Antônio Geraldo, em 26 de setembro, às 20h30. A peça revisita memórias do regime militar (1964-1985) e conecta essas lembranças às tensões políticas contemporâneas, seguida de rodas de conversa com o público.

Encerrando a passagem do projeto pela cidade, a Mostra Artística Lab.Ex acontece no dia 27 de setembro, às 19h30, na Casa Amarela, reunindo micro-performances autorais criadas pelos participantes do laboratório. A mostra propõe a criação de cartografias poéticas que misturam imagens, sons, objetos e gestos em um mosaico coletivo de narrativas.

Após Barreiras, o Território Expandido segue para Cachoeira (outubro) e Salvador (novembro), reafirmando o compromisso do COATO com uma arte crítica, descentralizada e plural. Fundado em 2013 na Escola de Teatro da UFBA, o coletivo consolidou uma trajetória marcada pela criação compartilhada, pela hibridização de linguagens e pelo diálogo entre arte e política.

O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia, com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, via Secretaria de Cultura, através da PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.