Curta baiano ‘Como Nasce um Rio’ estreia no Tribeca Film Festival, em Nova York
O curta-metragem baiano “Como Nasce um Rio” estreou no último dia 7 de junho no Tribeca Film Festival, um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, realizado em Nova York, nos Estados Unidos. Com roteiro e direção de Luma Flôres e produção executiva de Flávia Santana, da Mulungu Realizações Culturais, o filme é o único curta brasileiro de animação selecionado na edição, sob a curadoria da atriz Whoopi Goldberg.
A animação traz uma história sensível e potente sobre o amor entre duas mulheres, centrando-se na trajetória de Ayla, personagem que vive um processo de autodescoberta e aceitação dos próprios desejos. Com delicadeza e profundidade, o filme propõe uma nova forma de narrar afetos lésbicos e LGBTQIA+ por meio da linguagem da animação.
Coproduzido pelas empresas Mulungu Realizações Culturais e Anomura Filmes, o curta segue uma trajetória de destaque no circuito de festivais. Em Salvador, foi premiado como Melhor Curta Nacional no 20º Panorama Internacional Coisa de Cinema, tanto pelo júri oficial quanto por entidades como BRADA, API e GAMA.
Após sua estreia internacional em Tribeca, o filme segue para o 14º Rio LGBTQIA+ International Film Festival, no Rio de Janeiro, e o 15º Supertoon International Animation and Comics Festival, na Croácia. Em 2024, já passou por eventos na República Tcheca, Austrália e Chile, levando a força da produção baiana para o mundo.
A produtora Mulungu, com sede na Bahia, é reconhecida por desenvolver obras autorais e criativas conduzidas por mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+. No currículo, estão coproduções como “Receba!”, “Menarca” e “Cais”, além do documentário “Mulheres Negras em Rotas de Liberdade”, que reúne nomes como Sueli Carneiro, Conceição Evaristo e Luedji Luna.
Com uma trajetória marcada por afeto, resistência e inovação estética, “Como Nasce um Rio” é mais do que um curta: é um manifesto audiovisual sobre o amor e a liberdade de ser quem se é — com alma baiana e alcance global.