Curta “Cabeça Cara – Ajeum?” estreia em Salvador com sessão gratuita no Espaço Cultural Alagados

O público de Salvador terá a oportunidade de conferir a estreia do curta-metragem “Cabeça Cara – Ajeum?”, dirigido, roteirizado e performado pelo multiartista baiano João Caetano. A sessão acontece neste domingo, 24 de agosto, às 18h, no Espaço Cultural Alagados, com entrada gratuita. Após a exibição, haverá a performance “Fazendo terra para se plantar” e uma roda de conversa com a equipe criativa.

O filme propõe uma reflexão poética e sensorial sobre a cabeça como território de memória, espiritualidade e saber. Entrelaçando ancestralidade e afrofuturismo, a obra é resultado das vivências e pesquisas de João Caetano, que transforma o audiovisual em gesto de resistência e afirmação. “Cabeça Cara é um chamado para lembrar o que tentaram apagar, para afirmar que estamos aqui, vivos e criando novas formas de existir”, destaca o diretor.

A produção é assinada pela De Casa Multiprodutora. A diretora de fotografia Rebecca Santos também cuidou da captação, montagem e edição do curta, com apoio de Amanda Santos na assistência de fotografia e cabelo. A direção de arte, curadoria e maquiagem é de Romário Oliveira, enquanto Gab Santos assina a assistência de produção.

A trilha sonora reúne jovens artistas no Projeto Notas Coloridas, com direção musical de Evelin Vitória, Raissa Pessoa, Emerson Araújo, MVLC, Márcio Hawkins, Rayan Ribeiro, Tássio Sarrosí e Ysabelle Neri. A produção musical conta com Bonsuet Mariano e a Quilombayo Produções.

Na performance que acompanha a sessão, o trabalho ganha novas camadas com preparação corporal e coreografia de Joel Carlos, figurino de Tauan Carvalho (Bixa Costura) e assessoria de comunicação de Louise Nascimento.

O projeto foi contemplado pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia, com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, em parceria com o Ministério da Cultura – Governo Federal.

A estreia em Alagados reforça o compromisso da arte baiana com a memória, a espiritualidade e a resistência, oferecendo ao público uma experiência estética que dialoga com o presente e projeta futuros possíveis.