Dia Mundial do Diabetes reforça importância dos exames para diagnóstico precoce
Mesmo após o Dia Mundial do Diabetes, lembrado em 14 de novembro, a data segue chamando atenção para o crescimento da doença no Brasil e para a importância do diagnóstico precoce. De acordo com o levantamento Vigitel, do Ministério da Saúde, 10,2% da população brasileira convive com diabetes tipo 1 ou 2 — o que representa cerca de 20 milhões de pessoas. Para especialistas, identificar a condição cedo é fundamental para reduzir complicações e preservar a qualidade de vida.
Entre os principais fatores de risco estão sobrepeso, obesidade, sedentarismo, histórico familiar, pressão alta, alterações no colesterol e triglicerídeos, além da idade acima dos 45 anos. Para acompanhar esses pacientes, exames de sangue continuam sendo o caminho mais preciso para rastrear e diagnosticar a doença.
A endocrinologista Thaisa Trujillo, do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que a glicemia em jejum é um dos testes mais utilizados por ser rápido e amplamente disponível. Já a hemoglobina glicada (HbA1c) mostra a média da glicemia dos últimos dois a três meses, não exige jejum e apresenta maior estabilidade, sendo ideal tanto para triagem quanto para diagnóstico em diversos perfis de pacientes. Outro exame importante é o teste de tolerância à glicose (TOTG), mais sensível na detecção de diabetes e pré-diabetes, principalmente entre pessoas de maior risco.
Segundo a médica, a combinação desses exames aumenta a precisão do diagnóstico e ajuda a identificar diferentes perfis de pacientes. Ela reforça que descobrir a doença cedo faz diferença na prevenção de complicações graves. “O diagnóstico precoce é decisivo para evitar alterações renais, perda de visão, neuropatias e o aumento do risco cardiovascular, incluindo infarto e AVC”, alerta Thaisa.
Além disso, fatores como obesidade crescente, sedentarismo, alimentação inadequada e mudanças no estilo de vida estão diretamente relacionados ao avanço do diabetes tipo 2, inclusive entre jovens. O excesso de ultraprocessados, bebidas açucaradas, grandes porções e o aumento do tempo de tela contribuem para que a doença se instale mais cedo.
A especialista também reforça a importância de diferenciar os tipos da doença. O diabetes tipo 2, mais comum em adultos e com forte influência genética, pode ser assintomático por anos, o que torna os exames indispensáveis. Já o tipo 1 é uma condição autoimune que destrói as células que produzem insulina, surgindo principalmente na infância e adolescência, com sintomas que aparecem rapidamente.
Foto: Acervo Sabin