Dietas da internet: especialista alerta para riscos e orienta sobre fontes seguras
A busca pelo “corpo ideal” tem levado muitas pessoas a seguirem dietas divulgadas por influenciadores e geradas por inteligência artificial (IA), sem qualquer acompanhamento profissional. Mas o que parece inofensivo pode trazer riscos graves à saúde, segundo alerta da nutricionista e professora da UNIFACS, Jociene Silva.
Segundo a especialista, a popularização de dietas milagrosas e desinformação nas redes sociais tem contribuído para o crescimento de problemas como transtornos alimentares, deficiências nutricionais e agravamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.
“Dietas restritivas sem acompanhamento podem levar à anemia, perda de massa óssea, alterações hormonais e desnutrição, além de favorecer o esgotamento físico e emocional”, explica Jociene. Ela ressalta que a IA não substitui a avaliação clínica completa, pois não interpreta exames, nem identifica sinais nutricionais com base no estilo de vida e histórico do paciente.
Outro risco apontado pela nutricionista está relacionado à desregulação hormonal, que pode afetar diretamente o metabolismo, a saúde óssea e até a fertilidade. A privação alimentar, por exemplo, aumenta o nível de cortisol (hormônio do estresse), reduz os níveis de estrógeno e progesterona, e pode causar compulsão alimentar em ciclos repetitivos de restrição.
Para quem busca se informar com responsabilidade, Jociene recomenda consultar fontes confiáveis, como a Anvisa, que fornece orientações sobre rótulos e regulamentação de alimentos, e o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, referência mundial em alimentação saudável.
“O melhor caminho é sempre procurar um nutricionista. Somente um profissional especializado pode realizar uma avaliação clínica e metabólica detalhada, que garanta a segurança e a eficácia do plano alimentar”, reforça Jociene, que integra o Ecossistema Ânima de Educação.