Especialistas reforçam prevenção às ISTs durante o Carnaval na Bahia

Com a chegada do Carnaval na Bahia, autoridades e profissionais de saúde voltam a reforçar o alerta sobre a prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), principalmente entre os jovens. O aumento da sociabilidade, o consumo de álcool e as relações sexuais sem proteção durante a folia elevam o risco de exposição. Por isso, testar, tratar e se proteger continuam sendo as formas mais eficazes de evitar novas infecções.

De acordo com Filipe Bonfim, professor de Enfermagem do Centro Universitário Ages, é fundamental redobrar os cuidados neste período. “Usar camisinha, evitar relações sob efeito intenso de álcool e procurar um serviço de saúde diante de qualquer situação de risco são atitudes essenciais. Ainda há baixa percepção de risco entre os jovens, o que contribui para o aumento das infecções”, afirma.

Entre as ISTs mais frequentes estão sífilis, gonorreia, clamídia, HPV e HIV. Muitas dessas infecções podem não apresentar sintomas no início, facilitando a transmissão e atrasando o diagnóstico. Quando não tratadas, podem causar complicações graves, como infertilidade, câncer relacionado ao HPV, problemas neurológicos e comprometimento do sistema imunológico.

Além do preservativo, o Sistema Único de Saúde oferece estratégias como testagem rápida, vacinação contra HPV e hepatite B, além da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV. A PrEP é indicada para pessoas com maior risco de exposição e reduz significativamente as chances de infecção. Já a PEP deve ser iniciada em até 72 horas após uma possível exposição. Outra estratégia em estudo é a DoxiPEP, que deve ser utilizada apenas com orientação profissional.

Dados do Ministério da Saúde apontam aumento nos casos de sífilis nos últimos anos, principalmente entre jovens. Na Bahia, entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, foram registrados 11.187 casos de HIV/Aids, sendo 47% entre pessoas de 20 a 34 anos.

A recomendação é clara: prevenção combinada, informação e acesso aos serviços de saúde são fundamentais para curtir o Carnaval com responsabilidade.