Exame detecta nova variante da Mpox em meio a alerta de casos na Bahia
O avanço recente da Mpox no Brasil mantém autoridades de saúde em alerta e reforça a importância do diagnóstico precoce da doença. Na Bahia, um caso importado já foi confirmado em 2026 e outras oito ocorrências seguem em investigação. Nesse cenário, exames laboratoriais como o RT-PCR Mpox, desenvolvido pelo Sabin Diagnóstico e Saúde, têm sido utilizados para identificar o vírus e detectar a nova variante 1b.
A Mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, e é considerada uma zoonose. A transmissão pode ocorrer por contato direto com pessoas infectadas, por materiais contaminados ou por animais silvestres, especialmente roedores portadores do vírus.
O teste desenvolvido pelo Sabin utiliza a técnica de RT-PCR para identificar o material genético do vírus. A coleta é feita por meio de swab em lesões na pele ou mucosas que apresentem vesículas, úlceras ou crostas. O procedimento deve ser realizado por profissional treinado e o resultado do exame fica pronto em até três dias úteis.
Segundo o cogestor do Sabin em Salvador, Hebert William, o exame foi desenvolvido pelo setor de Biologia Molecular da instituição e utiliza tecnologia que combina extração de DNA e amplificação por reação em cadeia da polimerase em tempo real. O método inclui sondas específicas e controle interno, garantindo precisão na detecção do vírus.
O exame pode ser realizado em domicílio por meio do serviço “Vacinas e Exames Móveis – VEM Sabin”, indicado especialmente porque pacientes com suspeita da doença devem permanecer em isolamento. O atendimento está disponível em cidades como Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.
Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) apontam que o único caso confirmado neste ano é considerado importado. O paciente mora em Osasco, em São Paulo, e chegou a Salvador já apresentando sintomas. No total, a Bahia registrou 21 notificações suspeitas em 2026, sendo que 12 foram descartadas após exames laboratoriais.
No Brasil, o Ministério da Saúde contabiliza cerca de 90 casos confirmados de Mpox, com predominância de quadros leves ou moderados e sem registro de mortes. A maior concentração de ocorrências está no estado de São Paulo.
Entre os sintomas mais comuns da doença estão febre acima de 38,5 °C, dor de cabeça, dores musculares, inchaço nos linfonodos e erupções na pele. O período de incubação pode variar de três a 16 dias, podendo chegar a até 21 dias.
Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda isolamento de 21 dias para pacientes diagnosticados com a doença. Em geral, a Mpox é considerada autolimitada, ou seja, tende a desaparecer espontaneamente, mas o acompanhamento médico é importante para evitar complicações.