Exame genético pré-implantacional ajuda na gestação de bebês saudáveis
Casais que enfrentam dificuldades para engravidar e desejam ter filhos com mais segurança contam com um importante avanço da medicina reprodutiva: o Diagnóstico Genético Pré-implantacional (PGT, na sigla em inglês). A técnica permite identificar alterações genéticas nos embriões antes mesmo da gestação, ajudando a prevenir doenças como Síndrome de Down, hemofilia e fibrose cística.
“O objetivo é garantir a transferência apenas de embriões saudáveis para o útero, reduzindo os riscos de doenças genéticas e hereditárias”, explica a médica Gérsia Viana, especialista em Reprodução Assistida e diretora do Cenafert, clínica localizada em Salvador e integrante do Grupo Huntington.
O exame é indicado para casais com histórico familiar de doenças genéticas, mulheres com mais de 38 anos, casos de abortamentos recorrentes ou falhas em ciclos anteriores de Fertilização in Vitro (FIV). Além de aumentar as taxas de sucesso, o diagnóstico genético também evita o desgaste emocional e os custos financeiros de tentativas frustradas.
Apesar da tecnologia avançada, a médica destaca os limites éticos e legais do procedimento. No Brasil, a escolha do sexo do bebê é proibida. “Muitos pacientes chegam com expectativas irreais sobre ‘escolher’ o filho ideal. Mas nosso papel é alinhar desejos com o que a ciência e a ética permitem”, reforça Gérsia.
Esse acompanhamento é fundamental, segundo a psicóloga Liliane Carmen, também do Cenafert. “A infertilidade traz muita ansiedade. É essencial acolher esse desejo de ser pai ou mãe e desconstruir a ideia do filho perfeito. Cada criança tem sua própria jornada”, afirma.
O Cenafert, com 23 anos de atuação, já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos por meio de técnicas de reprodução assistida. A clínica oferece atendimento completo e humanizado, com estrutura de ponta e equipe multidisciplinar.