Exposição celebra Yemanjá com arte, ancestralidade e devoção no Rio Vermelho

A arte e o sagrado se encontram na exposição “Odoyá: entre marés e ancestralidade”, que será aberta ao público no dia 1º de fevereiro, às 22h, no Barro Vermelho Atelier de Cerâmica e Espaço de Artes, localizado na região da Praia da Paciência, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A mostra coletiva presta homenagem a Yemanjá por meio de obras bi e tridimensionais, reunindo diferentes linguagens artísticas e propondo um mergulho sensível entre fé, cultura e identidade.

Organizada pelo Barro Vermelho, espaço conduzido pelos artistas Tati Sampaio e Bruno Pamponet, a exposição tem curadoria assinada por Tati e propõe um diálogo entre técnicas, materiais e narrativas visuais. Cerâmica, pintura, escultura e outras expressões se entrelaçam para celebrar a Rainha do Mar, orixá que ocupa lugar central nas tradições afro-brasileiras e no imaginário cultural da capital baiana.

A mostra reúne um grande coletivo de artistas, entre eles Tati Sampaio, Andre Araujo, Alex Dantas, Hannah Farias, Clarissa Mustafá, Pico Garcez, Carol Gouveia, Deisi Rocha, Jô Nascimento, Gil Santana, Bruno Pamponet, Yure Lobo, Raffaele Souza Bianchi, Helena Maria Cruz, Augusto Wences, L. Folgueira, Eme Mario, Kleyson Otun Elebogi, Sérgio Reis, Igor Santos, Adriano Bastos, Delia Passos, James Francis, Maria Correia, Jurema de Jequiriçá, Telma Falck, Tarcio Vasconcelos, Amanda Tropicana, Albha Sampaio, Paulo Leone, Vanessa Baião, Gabriela Cruz, Michele Silva, Natal Marques, Quinhal e Celia Mallett.

Escolher o Rio Vermelho como palco da exposição reforça o simbolismo da proposta. O bairro é um dos principais territórios de celebração de Yemanjá, reunindo tradições, ritos e oferendas que atravessam gerações. Em sintonia com esse contexto, “Odoyá: entre marés e ancestralidade” convida o público a refletir sobre pertencimento, devoção e a relação da cidade com o mar, especialmente durante o período dedicado às homenagens à orixá.

A iniciativa dá continuidade à atuação do Barro Vermelho como espaço de valorização da arte e da cultura baiana. Em janeiro, o atelier sediou a exposição coletiva “O Nosso Senhor do Bonfim”, também com curadoria de Tati Sampaio, que dialogou com o sincretismo religioso e a força simbólica da Lavagem do Bonfim. Agora, com “Odoyá”, o espaço reafirma seu compromisso em unir arte, espiritualidade e identidade cultural em pleno verão soteropolitano.