Exposição do Prêmio Pierre Verger reúne fotógrafos de todo o Brasil no MAB
A Fundação Cultural do Estado da Bahia inaugura, no dia 12 de março, às 18h, a exposição coletiva da 10ª edição do Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger. A abertura acontece na Galeria 5 do Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória, em Salvador. A visitação será gratuita e segue de 13 de março a 10 de maio de 2026, sempre das 10h às 18h, de terça a domingo.
A mostra reúne obras de artistas selecionados em todo o Brasil e marca a décima edição de um dos mais importantes concursos dedicados à fotografia contemporânea no país. Segundo a diretora-geral da Funceb, Sara Prado, o prêmio chega a um momento de consolidação institucional. A iniciativa, segundo ela, fortalece o reconhecimento de fotógrafos e amplia o diálogo sobre a produção artística brasileira.
Sob curadoria do artista visual Alexandre Romariz Sequeira, a edição apresenta 16 ensaios fotográficos. Quatro deles foram escolhidos como “Destaques” e receberam premiação de R$ 30 mil nas categorias Ancestralidades e Representações, Questões Históricas e Livre Temática e Técnica.
Entre os trabalhos premiados estão Histórias de Vida, da artista Ilana Bar (São Paulo), vencedor na categoria Questões Históricas; A Batalha Eterna: Cãos de Jacobina vs. São Miguel, do baiano Adenor Gondim, premiado em Ancestralidades e Representações e contemplado na reserva destinada a artistas da Bahia; Canjerê dos Pretos Velhos na Jurema Sagrada, da artista Uenni – Wenny Mirielle, também destaque na mesma categoria; e A casa arde devagar, chamamos cuidado, de Dariane Martiól, premiado em Livre Temática e Técnica.
Além dos quatro destaques, outros 12 ensaios foram selecionados para integrar a exposição coletiva, representando diferentes regiões do país. As obras também farão parte de um catálogo bilíngue, em português e inglês, e poderão integrar futuras itinerâncias promovidas pela Funceb.
Criado em 2002, o prêmio tem como objetivo incentivar, divulgar e valorizar a fotografia brasileira. Ao longo das duas últimas décadas, a iniciativa tem acompanhado transformações estéticas e conceituais da linguagem fotográfica, além de ampliar o debate sobre memória, identidade, cultura e experimentação artística.
Nesta edição, o concurso também trouxe novidades, como o aumento no número de trabalhos premiados que passou de três para quatro e a criação de uma reserva específica para artistas baianos entre os destaques.
Foto: Canjerê dos Pretos Velhos na Jurema Sagrada_Crédito: Uenni (Wenny Mirielle)