Exposição “Lá Vêm Elas!” é prorrogada e segue em cartaz até 10 de agosto em Salvador
O sucesso de público e a forte repercussão da exposição “Lá Vêm Elas!” garantiram sua prorrogação até o dia 10 de agosto, na Casa Rosa, localizada no Rio Vermelho, em Salvador. A mostra, que estreou em 4 de julho, é uma celebração do protagonismo de mulheres com deficiência e tem se destacado como uma experiência artística, acessível e transformadora.
Integrando o Circuito Funarte de Artes Visuais Marcantonio Vilaça 2023, a exposição reúne vídeos artísticos, painéis ilustrativos e performances de oito artistas de diferentes regiões do Brasil, abordando temas como direitos, arte, saúde, educação, violência e anticapacitismo.
A curadoria é assinada pela produtora Folguedo e pela jornalista e ativista Lucília Machado, presidenta da Comissão Permanente de Acessibilidade da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora da Frente Nacional de Mulheres com Deficiência. O nome da exposição, inclusive, nasceu da experiência pessoal da curadora com a expressão “lá vem ela…”, agora ressignificada como símbolo de força e visibilidade.
Entre as artistas participantes estão nomes como Moira Braga (RJ), atriz e bailarina cega que atua como preparadora de elenco da TV Globo, Mona Rikumbi (BA), primeira mulher negra cadeirante a dançar no Theatro Municipal de SP, e Rayssa Tiger (PA), premiada guitarrista autista. A Bahia também está representada por Daisy Souza, artista preta e surda que atua com dança, poesia e performance.
Com forte compromisso com a inclusão, “Lá Vêm Elas!” oferece audiodescrição, Libras, legendas, fonte ampliada, caderno em braille e equipe de mediação especializada, tornando a visita uma experiência verdadeiramente acessível.
A mostra pode ser visitada de terça a domingo, das 13h às 19h, com entrada gratuita. A Casa Rosa, conhecida por ser um espaço plural e acolhedor no circuito cultural de Salvador, reforça com essa exposição seu papel de palco para debates urgentes e arte com propósito social.
“Lá Vêm Elas!” é um convite à escuta, à empatia e à transformação coletiva — uma mostra que reconhece e celebra histórias antes silenciadas.