Festival de Fanfarras movimenta o Campo Grande com formato inédito

O Largo do Campo Grande, em Salvador, será tomado pela energia das bandas escolares neste sábado (12), a partir das 8h, com a realização do 3º Festival de Fanfarras e Balizadores do 2 de Julho. Pela primeira vez, o evento — promovido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) — acontecerá em um dia exclusivo, fora do tradicional Cortejo Cívico, valorizando ainda mais o trabalho cultural desenvolvido por estudantes da rede pública.

A nova proposta visa dar protagonismo às 18 fanfarras participantes, formadas por alunos de escolas municipais e estaduais da Bahia. Antes integrado ao desfile do 2 de Julho, o festival agora ganha espaço próprio dentro da programação oficial da Independência da Bahia, que teve início no dia 28 de junho e segue até o domingo (13).

De acordo com o coordenador do Festival, Talis Castro, a mudança é fruto de um diálogo com os agentes culturais envolvidos. “A gente entendeu que precisava de um palco específico, com destaque para essa arte. É uma forma de valorizar ainda mais essas apresentações que unem música, educação e tradição”, explicou.

Cada fanfarra terá até 12 minutos para se apresentar no palco montado no Campo Grande. O júri, formado por seis especialistas, avaliará categorias como ‘Melhor Fanfarra com Evolução’, ‘Melhor Fanfarra sem Evolução’ e ‘Melhor Balizador’. A penalização por tempo extra e a desclassificação por condutas inadequadas estão previstas no regulamento.

Além das apresentações musicais, também serão conhecidos os vencedores do Concurso de Decoração de Fachadas do 2 de Julho. Imóveis localizados no trajeto do cortejo entre a Lapinha e o Terreiro de Jesus foram decorados para o concurso. Os três primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro e placas comemorativas.

O festival representa uma oportunidade de fortalecer o vínculo entre educação e cultura, como destaca Elsimar Santana, coordenador da fanfarra campeã de 2023. “É um trabalho que transforma vidas e mantém viva uma tradição fundamental para nossa identidade.”