Festival Julho das Pretinhas celebra arte e identidade das infâncias negras em Salvador

Salvador recebe, entre os dias 20 e 25 de julho, a 7ª edição do Festival Julho das Pretinhas, evento gratuito que une arte, literatura, educação e cultura para fortalecer a identidade das infâncias negras. Promovido pelo Instituto Calu Brincante e idealizado pela atriz, escritora e educadora Cássia Valle, o festival terá atividades na Biblioteca Monteiro Lobato e na sede da Didá, reunindo crianças, adolescentes, famílias e educadores.

Com o tema “Imaginação, criatividade e criação para a construção das identidades infantis pretas”, a programação propõe reflexões sobre o protagonismo das crianças negras e o papel das experiências artísticas na construção da autoestima, do pertencimento e da valorização de suas histórias.

Criado em 2019, o Julho das Pretinhas nasceu para ampliar o debate sobre representatividade negra desde a infância e, ao longo dos anos, consolidou-se como um espaço de encontro, formação e celebração por meio de oficinas, teatro, literatura, música, dança, exposições e contação de histórias. A curadoria desta edição reúne nomes como Lázaro Ramos, Valdineia Soriano, Lucila Laura, Pietra Gomes e Ayana Dantas.

A abertura acontece no dia 20 de julho, às 14h, na Biblioteca Monteiro Lobato, com o Fala Pretinhas, que promoverá um encontro com autores da coleção Linguinha do Dendê e a leitura dramatizada de Maria Felipa. No dia 21, a sede da Didá recebe a Oficina Brinquerê, com atividades de escrita criativa, musicalização, teatro, dança e palhaçaria.

A programação continua no dia 23 de julho com a abertura da exposição Pretinhas Brincantes, além de contação de histórias e apresentação da Griot Yaya, acompanhada pelo Bonde da Calu. O encerramento será no dia 25 de julho, com a Mostra Brinquerê, apresentações dos participantes das oficinas e sorteio de livros para o público.

Além de celebrar a produção artística voltada às crianças, o festival reforça a importância de criar espaços de afeto, imaginação e reconhecimento para as infâncias negras, aproximando famílias, educadores e artistas em torno de uma educação antirracista e da valorização da cultura afro-brasileira.