Filme baiano “Como Nasce um Rio” vence prêmio no Festival Rio LGBTQIA+
O curta-metragem baiano “Como Nasce um Rio”, dirigido por Luma Flôres e com produção executiva de Flávia Santana, conquistou o prêmio de Melhor Curta L pelo Júri Oficial da 14ª edição do Festival Rio LGBTQIA+, um dos principais eventos de cinema voltados à diversidade de gênero no Brasil.
A obra, produzida pela Mulungu Realizações Culturais em parceria com a Anomura Filmes, propõe uma jornada poética e sensorial através da personagem Ayla, abordando temas como autodescoberta, identidade e aceitação dos próprios desejos. Com linguagem delicada e visual marcante, o curta convida o público a experimentar emoções de forma íntima e contemplativa.
Segundo o júri oficial, o filme é “uma obra poética e sensorial, que sussurra segredos da terra e do corpo… um curta para assistir com o coração aberto”. A avaliação destacou ainda a força estética e a coragem política da produção, que se destaca sem recorrer a clichês ou choques narrativos.
Após o reconhecimento no Rio, o filme segue sua trajetória internacional e já está confirmado em mostras como o Edinburgh International Film Festival, na Escócia — um dos festivais de cinema mais antigos do mundo. A animação também passará por eventos no Canadá, Croácia, Kosovo, Suíça e Hong Kong.
“Como Nasce um Rio” já acumula passagens por prestigiados festivais como o Tribeca Film Festival (EUA), Chilemonos (Chile), Melbourne International Animation Festival (Austrália) e Anifilm (República Tcheca). No Brasil, foi duplamente premiado no XX Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, como Melhor Curta Nacional pelo júri oficial e por coletivos como BRADA, API e GAMA.
A produção contou com Maíra Moura Miranda na direção de fotografia, Andrea Martins na trilha e som, e Karol Azevedo na montagem. O filme foi realizado com apoio da Lei Paulo Gustavo, reafirmando o papel de políticas públicas no fortalecimento do audiovisual brasileiro.