FLIAVE estreia em Chorrochó celebrando a literatura e a força do Sertão

Entre os dias 16 e 18 de outubro, Chorrochó, no Sertão da Bahia, recebe a primeira edição da FLIAVE – Feira Literária Arretada da Várzea da Ema. Com o tema “Vida no Sertão – literatura, memória e resistência”, o evento promete dar visibilidade às narrativas sertanejas e aproximar diferentes gerações por meio da cultura. A programação inclui lançamentos de livros, rodas de conversa, oficinas, apresentações musicais, dança, teatro, recitais e exibição de filmes, tudo de forma gratuita e aberta ao público.

O homenageado desta primeira edição é o escritor Eldon Canário, descrito pelo coordenador cultural da feira, Raimundo Mundin, como “um nome que honra e dignifica a literatura do sertão”. Também estão confirmadas presenças de autores e artistas como Juvenal Payayá, Igor Trovanova, Helder Bonfim, Ivan Santana, Maviael Melo e Luiz Paulo Neiva, curador da Flican – Feira Literária de Canudos.

A FLIAVE busca valorizar a memória do Sertão Baiano e destacar suas potencialidades culturais. Além de lançamentos e sessões de autógrafos, o público poderá acompanhar apresentações da fanfarra local, contação de histórias com mestres e mestras griôs, intervenções musicais e performances artísticas. Haverá ainda oficinas de pintura, grafite e escrita criativa, barracas da agricultura familiar e ativações na Biblioteca e no Museu A.A.V.E, com participação ativa de estudantes da região.

Realizada pela Associação de Apoio à Várzea da Ema (A.A.V.E), a feira é um projeto contemplado no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários, dentro do Programa Bahia Literária, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio das secretarias de Educação e de Cultura, via Fundação Pedro Calmon. O evento conta também com parceria cultural do IRDEB, Rádio Educadora FM e TVE Bahia.

Para Raimundo Mundin, a feira é um espaço de encontro e resistência: “Territórios são espaços vivos, pulsantes, moldados por histórias, afetos e memórias. Celebramos Eldon Canário não apenas como autor, mas como homem do sertão, guardião da palavra e da cultura popular”.

Com sua proposta inclusiva e comunitária, a FLIAVE se firma como um novo marco para a cena literária da Bahia, reafirmando a força do sertão e a importância de preservar e difundir suas histórias.