Fogueirão Samba de Roda homenageia mães do samba e promete arrastar foliões no Campo Grande

No ano em que o Carnaval de Salvador presta homenagem ao samba, o Bloco Fogueirão Samba de Roda promete levar emoção, ancestralidade e muito ritmo para o Campo Grande no primeiro dia da folia. Com o tema “Mães do Samba – Guardiãs da Cultura Ancestral”, o bloco desfila na quinta-feira de carnaval, 12 de fevereiro, celebrando o papel fundamental das mulheres na preservação e fortalecimento do samba em suas diversas expressões.

A proposta do Fogueirão é reverenciar as matriarcas que, ao longo da história, foram responsáveis por sustentar o samba como manifestação cultural, muitas vezes enfrentando resistências e desafios dentro das próprias comunidades. A inspiração do tema nasce da história pessoal de Jorge Fogueirão, cantor, compositor e fundador do bloco, que destaca a presença decisiva da mãe, Dona Wanda, em sua trajetória artística e de vida.

“Quando começamos o Samba Fogueirão eu tinha 13 anos, e minha mãe sempre esteve comigo em tudo. Fui criado só por ela, que foi madrinha do Samba e se posicionou desde o início. O samba só ia para lugares onde ela podia ir”, relembra Jorge. Além de Dona Wanda, outras figuras femininas marcaram a história do grupo, como Mãe Beth, do Engenho Velho da Federação, e Dona Bete, do Engenho Velho de Brotas, mulheres que intervieram diretamente para garantir a continuidade dos ensaios e apresentações do samba.

No desfile pelo circuito Osmar, o Fogueirão contará com apresentações de Jorge Fogueirão, Caboquinho e Juninho Orisun, Dan Mocidade, Nei D’Resenha e Alan Dudu, reunindo diferentes gerações e estilos para animar os foliões a partir das 21h. A expectativa é transformar o Campo Grande em um grande terreiro de celebração ao samba de roda e ao samba junino, reafirmando a força da cultura afro-baiana no Carnaval.

Fundado em 1987, o Samba Fogueirão surgiu no contexto do movimento do samba junino, que ganhou força em bairros como Engenho Velho de Brotas, Federação, Liberdade e Nordeste de Amaralina. Desde então, o grupo se consolidou como referência comunitária e cultural, tornando-se bloco carnavalesco em 2008 e mantendo viva a herança da ancestralidade africana por meio do samba.

As fantasias para acompanhar o bloco estão à venda no quiosque Samba Vivo, no Shopping Piedade, no salão Irmãs de Valdir, no Shopping Vasco da Gama, e também pelos telefones (71) 98746-7266 e (71) 9183-6229.