Grupo X leva experiência imersiva e acessível ao MAB com performance em dança de tempo expandido
O Grupo X de Improvisação em Dança estreia em Salvador a obra “Dançando Godot – Relaxed Performance”, que ocupa o Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, em uma proposta que mistura dança, instalação e experiência sensorial em tempo expandido. As apresentações acontecem nos dias 23 e 24 de abril, das 16h às 20h, e nos dias 25 e 26, das 14h às 18h, com entrada gratuita.
A obra integra as celebrações dos 25 anos do projeto do grupo e propõe uma reflexão sobre a espera como estado de presença, movimento e criação. Inspirado livremente em “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, o trabalho transforma o cotidiano e o corpo comum em matéria central da cena.
Em formato de relaxed performance, o público pode entrar e sair do espaço a qualquer momento, permanecendo pelo tempo que desejar. A proposta também reforça práticas de acessibilidade, com informações prévias sobre estímulos sensoriais, espaços de acolhimento e equipe preparada para receber pessoas com diferentes necessidades.
No palco, intérpretes-criadores conduzem ações baseadas na improvisação, com destaque para o uso do papelão como elemento cenográfico e simbólico. A matéria ordinária se transforma em linguagem poética, reforçando a ideia de que o extraordinário está no cotidiano e nos corpos em trânsito.
A direção geral é de Edu O. e a direção artística de Fafá Daltro. O elenco reúne artistas como Camila Nantes, Elenilson Azevedo, Lua Candeia, Thiago Cohen e Vinícius Haastari, além de equipe técnica que aposta na criação coletiva entre som, luz e movimento.
O projeto também inclui o lançamento do documentário “Grupo X – O extraordinário do ordinário”, previsto para 21 de maio, na Saladearte Cinema da UFBA, que revisita a trajetória do grupo e seus eixos de criação, formação e acessibilidade.
Com quase três décadas de atuação, o Grupo X é referência nacional em improvisação em dança e práticas inclusivas, consolidando uma poética que atravessa espaços públicos, universidades e palcos, sempre colocando o corpo comum no centro da criação.