Hiran e Cortejo Afro comandam noite de destaque do Cantos para Iemanjá no Rio Vermelho

O bairro do Rio Vermelho, em Salvador, será novamente palco de encontros potentes entre música, moda e ancestralidade com a realização do projeto Cantos para Iemanjá. No próximo dia 30 de janeiro, uma das noites mais aguardadas da programação ganha protagonismo com os shows de Hiran e do Cortejo Afro, reunindo duas forças criativas que dialogam diretamente com a cena contemporânea da cultura baiana.

Realizado no Ateliê de Mônica Anjos, o evento integra uma programação que acontece entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026, período que antecede e se conecta simbolicamente à tradicional Festa de Iemanjá. A proposta do Cantos para Iemanjá é criar um espaço de celebração que une música, identidade, espiritualidade e moda, valorizando expressões da cultura afro-brasileira.

Na noite do dia 30, Hiran sobe ao palco com um show marcado pela mistura de rap, pop e sonoridades urbanas de Salvador. Com letras que falam de vivências periféricas, liberdade, identidade e crítica social, o artista se destaca também pela força visual de suas apresentações, que unem música, corpo e estética. Sua trajetória inclui parcerias importantes no cenário nacional e o reconhecimento como um dos nomes mais inventivos da nova música baiana.

Na mesma noite, o Cortejo Afro apresenta um espetáculo que vai além do show musical. Conhecido pela fusão entre percussão, elementos do pop e referências do candomblé, o grupo transforma o palco em um espaço ritualístico, onde música, figurino e artes visuais se encontram. Cada apresentação carrega a força da ancestralidade negra e convida o público a uma experiência coletiva de celebração e conexão espiritual.

Idealizado pela marca Mônica Anjos Moda com Identidade, o Cantos para Iemanjá tem a cantora Isa Silva como madrinha do projeto. Ao longo dos cinco dias, a programação inclui DJs, rodas de samba, feijoada, bailes temáticos e apresentações especiais, culminando no dia 2 de fevereiro, quando o encerramento dialoga diretamente com a Festa de Iemanjá nas ruas do Rio Vermelho.

Os ingressos são vendidos por dia e o acesso é limitado à capacidade do espaço, reforçando o caráter intimista e simbólico do projeto.