Hormônios desregulados podem impedir emagrecimento saudável, alerta médico
Dificuldade para perder peso, mesmo com dieta equilibrada e rotina de treinos, pode estar ligada a distúrbios hormonais. De acordo com o médico Gabriel Mendes, especialista em saúde, emagrecimento e performance, alterações em hormônios como cortisol, insulina, testosterona e hormônios da tireoide afetam diretamente o metabolismo, o apetite, a disposição e a resposta aos exercícios.
“Se essas variáveis não estiverem equilibradas, os resultados ficam comprometidos. Por isso, a avaliação hormonal é essencial e muitas vezes negligenciada”, afirma Mendes.
Como os hormônios influenciam no peso
O cortisol, conhecido como hormônio do estresse, quando cronicamente elevado, favorece o acúmulo de gordura abdominal e a perda de massa muscular. Já os hormônios da tireoide (T3 e T4), responsáveis pelo ritmo metabólico, quando reduzidos, como no hipotireoidismo, tornam o processo de emagrecimento mais lento.
A insulina, quando em desequilíbrio, estimula o armazenamento de gordura e pode levar à resistência insulínica, comum em condições como síndrome metabólica e síndrome dos ovários policísticos (SOP). A baixa testosterona impacta a energia, reduz o ganho de massa muscular e diminui o gasto calórico diário.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), todos esses distúrbios têm tratamento, mas dependem de diagnóstico correto e acompanhamento médico.
Diagnóstico e tratamento personalizado
Para Mendes, o tratamento deve ser baseado em evidências científicas e considerar o paciente de forma integral. “O uso indiscriminado de hormônios pode trazer riscos sérios. O processo começa com exames, avaliação médica e um plano que envolva alimentação, sono de qualidade, controle do estresse e treino adequado”, orienta.
Quando necessário, a terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser indicada, sempre com prescrição médica e acompanhamento contínuo. A SBEM reforça que essa intervenção deve seguir critérios técnicos e individualizados.
“O emagrecimento saudável não é só sobre perder peso, mas sim sobre alcançar equilíbrio metabólico, bem-estar e funcionalidade. Os hormônios têm papel central nesse caminho”, conclui Mendes.