Ilê Aiyê anuncia as 15 finalistas ao título de Deusa do Ébano 2026
A nova Rainha será coroada durante a 45ª Noite da Beleza Negra, no dia 17 de janeiro, na Senzala do Barro Preto
O Ilê Aiyê revelou as 15 finalistas que irão concorrer ao título de Deusa do Ébano 2026, uma das coroações mais simbólicas da cultura negra no Brasil. A escolha acontece no dia 17 de janeiro, durante a 45ª Noite da Beleza Negra, na icônica Senzala do Barro Preto, em Salvador. As candidatas, selecionadas entre dezenas de inscritas, sobem ao palco para celebrar ancestralidade, força feminina, dança, beleza e identidade negra.
Bruna Christine, Camila Silva, Camila Morena, Carol Xavier, Cecília Cadile, Dandara Namíbia, Joana Sousa, Larissa Oliveira, Mavih Souza, Nayara Temporal, Rafaela Rosa, Raíssa Batista, Sarah Moraes, Stephanie Ingrid e Thuane Vitória compõem o grupo que disputará a coroa atualmente usada por Lorena Bispo, Rainha de 2025.
A realização é da Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, com apoio financeiro do Fundo de Cultura do Governo da Bahia, via Edital de Ações Calendarizadas, além de parceria com o Governo Federal, Caderno 2 Produções e ITS Brasil. O evento integra o Plano Anual do Ilê Aiyê, por meio da Lei Rouanet.
Conheça as finalistas e suas motivações
Bruna Christine (29) – Roteirista e doutoranda em Artes da Cena – Rio de Janeiro (1ª vez)
“Ser Deusa do Ébano é construir minha autoestima soberana e minha conexão ancestral. O Ilê é o espaço que me mantém inteira diante do mundo.”
Camila Silva (34) – Trancista, professora, cozinheira – Plataforma, Salvador (6ª vez)
“Ser Deusa é contar a história da minha mãe, da minha avó, dos meus antepassados. É dar voz a quem não pôde falar.”
Camila Morena (30) – Advogada – Pernambués, Salvador (1ª vez)
“É um sonho ancestral, um compromisso com minha comunidade. Estar entre as finalistas já é uma grande conquista.”
Carol Xavier (27) – Estudante de Jornalismo – Sussuarana, Salvador (3ª vez)
“Quero reforçar a autoestima da minha comunidade e mostrar para minha filha que podemos chegar ainda mais longe.”
Cecília Cadile (35) – Consultora de moda e beleza – Itapuã, Salvador (6ª vez)
“O palco da Beleza Negra é sagrado para mim. O Ilê é minha raiz desde os sete anos. Agora é hora de apostar no meu sonho.”
Dandara Namíbia (22) – Modelo e bailarina – Narandiba, Salvador (1ª vez)
“Ser uma travesti preta viva no Brasil já é um ato político. Pisar no palco do Ilê será a realização do meu sonho.”
Joana Sousa (28) – Bailarina e professora de ballet – Lauro de Freitas (1ª vez)
“Quero honrar quem veio antes de mim e fortalecer outras mulheres através da ancestralidade.”
Larissa Oliveira (25) – Assistente administrativa – Sussuarana Nova, Salvador (1ª vez)
“Quero representar minha comunidade e continuar a história das mulheres que vieram antes de mim.”
Mavih Souza (20) – Empresária e coreógrafa – Federação, Salvador / Quilombo São Braz (2ª vez)
“Minha ancestralidade é minha força. Cresci vendo minha mãe vestir meninas para o Ilê. Agora quero continuar essa história.”
Nayara Temporal (34) – Dançarina e instrutora de pilates – Liberdade, Salvador (3ª vez)
“Eu já sou uma Deusa do Ébano. Busco a legitimação do Ilê pela minha trajetória na dança preta.”
Rafaela Rosa (30) – Pedagoga – Comunidade Roça da Sabina, Barra (5ª vez)
“Quero mostrar às mulheres da minha comunidade que somos capazes. Sonhos se realizam quando sonhamos juntas.”
Raíssa Batista (22) – Estudante, modelo, dançarina – Boa Vista do Lobato (1ª vez)
“Cresci no Ilê. Estar aqui representa minha mãe, minha avó e todas as mulheres negras que me formaram.”
Sarah Moraes (28) – Auxiliar administrativa – Sussuarana (2ª vez)
“Quero reafirmar minha identidade e pertencer à história ancestral que o Ilê preserva para todas nós.”
Stephanie Ingrid (24) – Dançarina e arte-educadora – Nordeste de Amaralina (3ª vez)
“Realeza faz parte da nossa herança. Quero inspirar crianças e mulheres pretas, como eu, do Nordeste de Amaralina.”
Thuane Vitória (28) – Técnica de enfermagem e artesã – Fazenda Grande do Retiro (5ª vez)
“Quero reafirmar o empoderamento feminino e ser referência para minhas filhas e para minha comunidade.”