INEMA apresenta avanços do Plano de Bacia do Rio Paraguaçu em reunião do CBH

O futuro sustentável das águas do Rio Paraguaçu ganhou novos passos durante a 70ª Reunião Ordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBHP), realizada no dia 8 de agosto, em Utinga. Na ocasião, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) apresentou os avanços na elaboração do Plano de Bacia do Rio Paraguaçu, considerado essencial para orientar o uso, a preservação e a recuperação dos recursos hídricos da região.

O trabalho, que já passou pela fase de diagnóstico, agora avança para a etapa de prognósticos, quando são definidos os projetos e ações futuras. Segundo o representante do INEMA, Fábio Gondim, a expectativa é que o plano seja concluído até dezembro de 2025 ou, no mais tardar, em janeiro de 2026. “O plano vem trazendo muitos panoramas de como está a bacia hoje em dia. Agora estamos na fase de elaboração dos prognósticos, que são aqueles projetos futuros. Contamos com a participação de todos para construir um instrumento cada vez mais robusto que possa ser utilizado para a bacia como um todo”, destacou.

O engenheiro civil Wilson Mascarenhas, membro titular do CBHP e integrante da Câmara Técnica de Planos, Programas e Projetos (CTPPP), ressaltou a importância de envolver a sociedade no processo. Para ele, mais do que um documento técnico, o plano deve ser um guia de transformação. “A plenária foi fundamental para conscientizar a população sobre os resultados e expectativas de um plano de bacia. Não podemos ter um documento que fique apenas no papel. Estamos sonhando com o futuro de uma região, com a melhor condição de vida possível para os moradores e com o aproveitamento adequado dos recursos hídricos”, afirmou.

Previsto na Política Nacional de Recursos Hídricos, o Plano de Bacia estabelece diretrizes de curto, médio e longo prazo. Experiências já realizadas em outras bacias da Bahia, como as do Rio das Contas e do Rio Salitre, resultaram em revitalização de nascentes, melhorias no abastecimento rural e monitoramento da qualidade da água.

No caso do Paraguaçu, a expectativa é que o plano sirva de base para investimentos em abastecimento, irrigação, saneamento e preservação ambiental nos municípios que compõem a bacia. Para garantir que o documento represente as necessidades reais da população, o processo segue contando com reuniões, oficinas e consultas públicas, reforçando a participação social como pilar central da construção coletiva.