ÌYÁ’S celebra 5ª edição com arte e protagonismo de mulheres negras em Salvador
Salvador se prepara para viver uma intensa celebração de arte, ancestralidade e resistência com a 5ª edição do ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras, que acontece entre os dias 18 e 26 de julho. O evento reúne 20 atrações artísticas e 14 atividades formativas, ocupando cinco espaços culturais da capital baiana e escolas públicas estaduais em diferentes bairros.
Com o tema “O alçar voo do ventre de quem sabe que veio dos caminhos matricêntricos”, o festival reafirma seu compromisso com a valorização da produção artística e intelectual das mulheres negras. A programação inclui espetáculos de teatro, dança, performances, shows musicais, literatura e artes visuais, além de oficinas, bate-papos e mesas temáticas.
As apresentações acontecem em espaços como o Teatro Gregório de Mattos, Espaço Xisto Bahia, Café-Teatro Nilda Spencer, Espaço Cultural da Barroquinha e escolas estaduais localizadas em Itapuã, Cajazeiras, Nazaré, Ribeira e Cabula. Os espetáculos e shows têm ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), enquanto todas as oficinas e demais atividades são gratuitas.
“Estamos celebrando a criatividade e a força produtiva desses ventres que compartilham e constroem coletivamente esse festival. A programação está múltipla e diversa, como é o fazer da artista negra”, afirma Juliana Monique, atriz e produtora executiva do projeto.
Nesta edição, o ÌYÁ’S amplia sua atuação para além dos palcos e leva dez oficinas formativas gratuitas para escolas públicas, ministradas por artistas que integram a programação. A ideia é fortalecer o vínculo com a educação básica e levar estudantes da rede pública para vivenciar os espetáculos em um processo de mediação cultural transformador.
Além disso, o festival promove três mesas temáticas com atrizes-criadoras, pesquisadoras e artistas negras, discutindo temas como teatro de guerrilha, insurgência feminina negra e estética afrocentrada, em diálogo direto com os processos criativos das obras apresentadas.
Realizado no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia da Mulher Africana, o festival é mais do que um evento: é um território de escuta, acolhimento e aquilombamento.