Jeanne Lima arrasta multidão no Pelourinho em tributo a Luiz Gonzaga no Dia Nacional do Forró

O Largo Quincas Berro d’Água, no Pelourinho, ficou pequeno na noite de sábado, 13 de dezembro, com o show gratuito de Jeanne Lima em celebração ao Dia Nacional do Forró. A cantora foi a atração central da homenagem ao Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e levou uma multidão ao Centro Histórico de Salvador com uma apresentação marcada por energia, emoção e reverência à cultura nordestina.

Com voz potente e presença de palco marcante, Jeanne conduziu o público por um repertório que misturou tradição e contemporaneidade, unindo o forró clássico a elementos do reggae. A abertura do show trouxe canções consagradas como “Forrobodó”, “Todo Tempo é Pouco” e “Sala de Reboco”, que foram cantadas em coro pela plateia, reforçando a forte conexão da artista com o público.

O primeiro convidado da noite foi o cantor Tico, que emocionou ao interpretar músicas como “Tu Vens”, “Eu Já Estou nos Seus Sinais” e “Meu Xodó”, mantendo viva a essência do forró tradicional. A celebração contou ainda com a presença do secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, que prestigiou o evento e destacou a importância do forró no calendário cultural baiano.

Na sequência, a cantora Luana Ingry subiu ao palco para uma homenagem sensível a Luiz Gonzaga, interpretando clássicos como “Xote das Meninas” e “Sabiá”. A participação reforçou a força das vozes femininas no forró e a renovação do gênero por novas gerações de artistas.

Para encerrar a noite, Jeanne Lima voltou ao palco com “Frevo de Mulher”, levantando o público e fechando a celebração em clima de festa, dança e reconhecimento ao legado do Rei do Baião. O evento integrou a programação especial do Dia Nacional do Forró, promovida por Telma Miranda, referência em ações de valorização do gênero na Bahia.

A celebração reafirmou o forró como patrimônio sonoro brasileiro e destacou sua relevância histórica, social e cultural, ao reunir artistas que mantêm viva a obra de Luiz Gonzaga e fortalecem o diálogo do gênero com o presente.