Liberdade vira palco de ancestralidade no Circuito Mãe Hilda Jitolú
O bairro da Liberdade, em Salvador, recebe entre os dias 14 e 17 de fevereiro de 2026 o projeto “Ancestralidade, Fé e Alegria”, que movimenta o Circuito Mãe Hilda Jitolú durante o Carnaval. A proposta reforça o protagonismo afro-brasileiro e transforma o coração do bairro em um espaço de celebração cultural, inclusão social e fortalecimento da identidade negra.
Realizado em parceria com a Superintendência de Fomento ao Turismo (SUFOTUR), órgão vinculado à Secretaria de Turismo da Bahia (SETUR), o evento consolida o Carnaval da Liberdade como um dos polos mais autênticos e democráticos da folia baiana. A programação é totalmente gratuita e pensada para acolher todas as gerações, do público infantil aos veteranos do samba e do reggae.
A abertura, no sábado (14), fica por conta das Nigrinhas do Curuzu, dando o tom da festa que reúne diversidade rítmica e tradição. O bloco Sambrasil leva o samba clássico para a avenida, enquanto o Skareggae garante o balanço contagiante. A Escola de Samba Filhos da Feira marca presença com elegância, ao lado dos blocos Relíquias Africanas e Nukama, que reforçam o axé e a resistência cultural do bairro. Para as crianças, o Bloquinho Liberdade Kids assegura que a nova geração também participe da festa e mantenha viva a chama da cultura local.
Além do aspecto cultural, o projeto tem forte impacto social e econômico. Ao descentralizar o Carnaval de Salvador, o circuito fortalece o comércio local e gera oportunidades de renda para empreendedores da região. A iniciativa também reforça o sentimento de pertencimento da comunidade, celebrando a fé e as raízes que sustentam a história da Liberdade.
Durante quatro dias, o Circuito Mãe Hilda Jitolú se consolida como símbolo de resistência, tradição e alegria no Carnaval da Bahia 2026, reafirmando o bairro como território de memória, cultura e afirmação afro-brasileira.