Liquidação do Banco Master acende alerta e especialista orienta servidores da Bahia sobre o CredCesta

A liquidação do Banco Master tem gerado incertezas entre milhares de servidores públicos da Bahia que possuem empréstimos vinculados ao programa CredCesta. Diante do cenário, o advogado Jeoás Santos faz um alerta importante: apesar do encerramento das atividades da instituição financeira, os contratos continuam válidos e exigem atenção redobrada para evitar prejuízos financeiros e problemas jurídicos.

Segundo o especialista, a principal orientação neste momento é manter a calma e aguardar informações oficiais. “A liquidação do Banco Master não extingue as dívidas. Os contratos do CredCesta permanecem ativos e as obrigações de pagamento continuam existindo”, explica Jeoás. Ele reforça que os servidores não devem realizar renegociações nem efetuar pagamentos por canais não oficiais até que haja comunicação formal do administrador judicial responsável pelos créditos.

Outro passo fundamental, de acordo com o advogado, é a organização de toda a documentação relacionada aos contratos. Isso inclui cópias de contratos, comprovantes de pagamentos já realizados, extratos bancários e qualquer tipo de comunicação feita pela instituição ou por órgãos públicos. “Esses documentos serão essenciais para garantir os direitos do servidor e regularizar a situação quando o novo responsável pela cobrança for definido”, destaca.

Jeoás Santos também chama atenção para práticas que devem ser evitadas. Servidores que possuem ações judiciais em andamento devem seguir rigorosamente as determinações da Justiça. Além disso, não é recomendado suspender pagamentos por conta própria, realizar depósitos em contas antigas do banco ou firmar acordos fora dos canais oficiais, sob risco de negativação do nome e cobranças judiciais.

Para quem tem o valor das parcelas descontado diretamente na folha de pagamento, a recomendação é acompanhar o processo com cautela. “Os órgãos estaduais responsáveis pela folha já estão se articulando para ajustar o repasse dos valores ao novo administrador dos créditos. Esse processo pode levar algumas semanas”, explica o advogado.

O especialista lembra ainda que há precedentes importantes no país. “O INSS suspendeu novos contratos de consignado e investiga irregularidades bilionárias, e o Estado do Rio de Janeiro também adotou medidas para proteger seus servidores. Isso mostra que a Administração Pública pode e deve agir para resguardar o consumidor”, pontua.

Por fim, Jeoás alerta para golpes e promessas fáceis. “É um momento que exige informação de fontes confiáveis. Desconfie de propostas milagrosas ou de cancelamento automático de dívidas. A solução virá pelos canais oficiais”, conclui.