Mexer o corpo ajuda no tratamento e prevenção do câncer, apontam especialistas
Movimentar o corpo faz bem não só para a saúde física, mas também para a mente — especialmente para quem está em tratamento contra o câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a prática regular de atividade física é uma aliada poderosa na prevenção e no controle da doença, ajudando a reduzir o cansaço, melhorar o humor e favorecer a recuperação.
Estudos indicam que pessoas que se exercitam com frequência podem reduzir em até 40% o risco de desenvolver câncer de mama, além de diminuir as chances de outros tipos, como próstata, cólon e endométrio.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda ao menos 150 minutos semanais — cerca de 30 minutos por dia — de atividade física moderada, como caminhada, bicicleta ou dança. Uma pesquisa finlandesa mostrou que meia hora de exercício já estimula o corpo a produzir mais células que combatem tumores.
De acordo com o profissional de Educação Física Luiz Fernando Lukas, o exercício é seguro e traz inúmeros benefícios durante o tratamento, desde que haja liberação médica. “O paciente deve começar devagar, respeitando seus limites e atento a sinais como dor forte, tontura ou falta de ar. O importante é manter o corpo ativo dentro das possibilidades”, orienta Lukas.
Para pacientes que passaram por cirurgia de mama, o educador físico recomenda atenção especial ao braço do lado operado, evitando sobrecargas e priorizando exercícios de mobilidade e alongamento progressivo. O uso de manga de compressão também é indicado em casos de risco de inchaço (linfedema).
Entre as atividades recomendadas estão:
- Aeróbicos leves: caminhada, bicicleta e natação (com liberação médica).
- Exercícios de força: uso de pesos leves ou elásticos, com progressão gradual.
- Alongamento e mobilidade: ajudam a melhorar a postura e a flexibilidade.
- Respiração e relaxamento: auxiliam no controle do estresse e da ansiedade.
“Mexer o corpo é parte do tratamento. O movimento traz força, esperança e melhora a qualidade de vida”, conclui Lukas.