Mulheres Pescadoras e Quilombolas debatem saúde mental e práticas integrativas em encontro em Salvador

De 26 a 28 de agosto de 2025, Salvador recebe o Encontro de Mulheres Pescadoras e Quilombolas, que este ano tem como tema central “Saúde Mental e Práticas Integrativas”. A atividade, promovida pelo Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), com apoio do Fundo Elas, Próspera Social e Misereor, será realizada na Casa São José e reunirá lideranças e mulheres de diferentes comunidades para momentos de formação, partilha e fortalecimento coletivo.

O encontro é realizado em parceria com a Escola de Formação – Saúde Tradicional, Integrativa e de Autocuidado, e busca valorizar a ancestralidade e os saberes tradicionais, ao mesmo tempo em que promove debates sobre os desafios enfrentados por mulheres quilombolas e pescadoras em seus territórios.

A programação é diversa, unindo mística, oficinas, rodas de diálogo e vivências práticas. No dia 26, após a acolhida, a oficina “Saúde Mental das Mulheres no Território frente aos conflitos e crescimento da violência”, com Marta Santos, abre os trabalhos. Em seguida, as participantes terão acesso a práticas integrativas, como massagens e escaldapés, conduzidas por Alessandra Maria Costa Rodrigues.

O dia 27 inicia com aromaterapia e mística, seguido da oficina “Movendo o Corpo – Dança Curativa do Corpo e da Alma”. À noite, acontece a “Noite das Pretas Pescadoras rumo à Marcha das Mulheres Negras 2025”, um espaço de partilha com lideranças do movimento negro, reforçando a luta das mulheres negras do campo, das águas e das florestas.

Já em 28 de agosto, as atividades se voltam ao planejamento de ações comunitárias, a partir dos aprendizados vivenciados durante o encontro. Haverá grupos de trabalho, socialização dos encaminhamentos, avaliação do processo formativo e a entrega dos certificados de participação.

Mais do que um espaço de formação, o encontro se consolida como um momento de resistência política, autocuidado e valorização das identidades coletivas. Para as organizadoras, é também um convite a repensar o papel das práticas integrativas no fortalecimento das comunidades tradicionais e no cuidado com a saúde mental das mulheres que atuam na pesca, nos quilombos e em outros territórios de luta.