Novembro Azul reforça alerta sobre baixa adesão masculina aos check-ups na Bahia
Mesmo com o avanço dos cuidados preventivos no Brasil, os homens continuam sendo o grupo que menos busca acompanhamento médico regular. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que a procura por check-ups aumentou 28% nos últimos três anos. Ainda assim, 47% dos homens afirmaram não ter ido ao médico sequer uma vez no último ano, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. No mês do Novembro Azul, a cardiologista e médica integrativa Dra. Larissa Cavalcanti, da Angioclam, reforça a urgência desse cuidado, especialmente entre homens de 35 a 70 anos.
A especialista explica que essa resistência histórica à prevenção contribui diretamente para o alto índice de doenças crônicas, incluindo problemas cardiovasculares, metabólicos e hipertensão. “Quem faz diagnóstico precoce e realiza as mudanças necessárias no estilo de vida vive mais e melhor”, destaca a médica, lembrando que muitas dessas doenças são silenciosas e só dão sinais em fases avançadas.
Nas unidades da Angioclam, em Villas do Atlântico e Guarajuba, o conceito de check-up foi ampliado para oferecer uma experiência de cuidado mais completa, confortável e ágil. O paciente passa por consultas cardiológicas, angiológicas e metabólicas, além de exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, doppler vascular e coleta laboratorial domiciliar.
Os atendimentos podem ser feitos em três formatos: o Check-up Executivo, realizado em um único dia, com concierge, sala VIP e cadeira de massagem; o Check-up Noturno, opção voltada para quem prefere horários alternativos, com exames sequenciais após o expediente e chá da tarde saudável; e o Programa MOVE, voltado para emagrecimento e longevidade, que inclui acompanhamento com médica integrativa, nutricionista, educador físico e psicólogo.
Dra. Larissa explica que o objetivo é transformar a percepção sobre o check-up, tornando-o um momento de autoconhecimento e prevenção. “É quando o paciente pausa a rotina, ouve o corpo e age antes que a doença aconteça”, afirma.
A preocupação com a prevenção se justifica: segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares causam mais de 400 mil mortes por ano no país — uma a cada 90 segundos. Estudos publicados na Nature Reviews Cardiology mostram que check-ups regulares, aliados a mudanças de hábitos, podem reduzir em até 40% os eventos cardíacos graves. “Prevenir é assumir o protagonismo da própria saúde”, conclui a médica.