O samba continua: Neto de Riachão lança audiovisual e celebra 104 anos do mestre no Suco de Bahia
Taian Riachão transforma o Pelourinho em palco e tela da memória, com participações de Clarindo Silva e Tiri de Castro, no dia 14 de novembro
No mês da Consciência Negra, o Pelourinho se prepara para uma celebração que une passado, presente e futuro do samba baiano. No dia 14 de novembro, o músico, compositor e multi-instrumentista Taian Riachão, neto do lendário Riachão (1921–2020), lança o audiovisual “Suco de Bahia” e homenageia o avô em um evento especial que marca os 104 anos de nascimento do mestre.
A celebração acontece no Pátio da Ordem Terceira, a partir das 21h, e também simboliza a 15ª edição do projeto Suco de Bahia, que há mais de uma década movimenta a cena cultural soteropolitana com música, arte e ancestralidade.
Mais que um lançamento, o encontro é um ato de continuidade. Taian Riachão transforma palco e tela em um grande terreiro urbano de celebração, com participações especiais de Clarindo Silva, ícone da cultura do Pelourinho e amigo de longa data de Riachão e Tiri de Castro, cantor da nova geração que traz frescor e contemporaneidade à homenagem.
“Meu avô sempre acreditou na infinitude do samba da Bahia. Hoje, eu canto e toco como um ato de resistência, para somar forças ao coletivo que perpetua essa memória, que é também a continuidade do samba no Brasil”, afirma Taian.
🎥 Audiovisual “Suco de Bahia”
Gravado no próprio Pelourinho – território onde Riachão eternizou o samba baiano – o audiovisual será lançado simultaneamente no YouTube e no Spotify, unindo imagem, som e emoção.
Entre os destaques está o pot-pourri “De Riachão a BaianaSystem”, que cria uma ponte entre o samba de raiz e as novas expressões da música baiana. O repertório também inclui releituras de Liniker, Belo e Péricles, além de quatro faixas inéditas compostas por Taian e parceiros: Só Agora, Valer a Pena, Coração Passarinheiro e Vai Sonhar Sozinha.
A direção musical é de Tiago Farias, com arranjos assinados por Taian Riachão, Eduardo Reis, Leandro Tigrão e o próprio Farias.
🎵 Riachão, o mestre que nunca parou de cantar a Bahia
Nascido Clementino Rodrigues, no bairro do Garcia, Riachão atravessou mais de oito décadas cantando a Bahia com humor, poesia e irreverência. Suas composições, gravadas por Ivone Lara, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elza Soares, Martinho da Vila, Arlindo Cruz, Cássia Eller, entre tantos outros, se tornaram hinos da cultura popular brasileira.
Símbolo de resistência e guardião da tradição, Riachão transformou o samba em memória viva, e é esse espírito que move o Suco de Bahia: um tributo à ancestralidade e à liberdade criativa, feito por quem entende que o samba não morre, ele apenas renasce diferente.
🌍 Suco de Bahia: a gira cultural
Criado por Taian Riachão e pelo produtor Ícaro Ambrozi, o Suco de Bahia chega à 15ª edição como um dos eventos mais vibrantes da capital baiana, reunindo música, dança, fé e celebração popular no coração do Centro Histórico.
Com estética pulsante e espírito de rua, o projeto se tornou um espaço de encontro entre gerações, ritmos e territórios, onde o som do pandeiro ecoa como símbolo de identidade e resistência.