Olodum lança projeto sobre revoltas negras e educação interétnica no Pelourinho

Com o objetivo de fortalecer a valorização da cultura afro-brasileira e ampliar a educação interétnica, o Olodum lança nesta sexta-feira (23), às 9h30, o projeto Manifesto Revoltas Negras e a Educação Interétnica Olodum. A cerimônia acontece na Casa do Olodum, no Pelourinho, em Salvador, e marca o início de uma série de oficinas e cursos gratuitos voltados à juventude e educadores.

A iniciativa faz parte do programa Música e Educação: Paisagem Sonora, realizado em parceria com o Ministério da Educação (MEC/SECADI), a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Escola Olodum. As atividades incluem oficinas de percussão samba-reggae, dança afro e confecção de máscaras africanas, todas voltadas para jovens de Salvador, dentro da proposta “África Viva”, que celebra o Dia da África (25 de maio).

Além das oficinas, o projeto oferece um curso de formação continuada com carga horária de 60 horas, direcionado a professores e educadores. O conteúdo aborda marcos históricos da resistência negra no Brasil, como o Quilombo dos Palmares, a Revolta dos Malês, a Conjuração Baiana, a Revolta da Chibata e a participação negra na Independência da Bahia, em conformidade com a Lei 10.639/03, que estabelece o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.

A proposta do Olodum é contribuir para uma educação mais plural e antirracista, promovendo o reconhecimento da herança africana na formação do Brasil. “Estamos unindo música, arte e história como ferramentas de transformação social”, destaca a organização.

Como parte da programação, no domingo (25), às 14h, o bloco Olodum realiza um ensaio especial aberto ao público na Praça das Artes, também no Pelourinho, em homenagem ao Dia da África.

Mais informações sobre o projeto e as atividades podem ser encontradas nas redes sociais do Olodum.