Olodum Mirim leva educação e ancestralidade ao Circuito Batatinha no Carnaval 2026

O Olodum Mirim voltou a marcar presença no Carnaval de Salvador 2026 com um desfile que uniu formação cultural, protagonismo infantil e valorização da ancestralidade africana. Integrando a programação oficial da folia, o grupo saiu da Casa do Olodum e percorreu o Circuito Batatinha, no Pelourinho, transformando o Centro Histórico em palco de educação e inclusão.

Ao todo, 121 percussionistas mirins deram o ritmo do cortejo, conduzidos pela mestrina Tainara Miliane e pelo aluno auxiliar Vinícius Borges. Antes de ganhar as ruas, os jovens músicos iniciaram a apresentação na sede da instituição, mantendo o som dos tambores pulsando e reafirmando a identidade afro-brasileira que marca o projeto. Na ala de dança, 41 integrantes se apresentaram sob o comando do professor Wagner Santana, reforçando a estética e a força cênica do desfile.

Ligada ao Olodum, a Escola Olodum participa do Carnaval como eixo permanente de formação cultural. Por meio de ações de arte-educação, desenvolve atividades voltadas para crianças e adolescentes nas áreas de música, dança e conteúdos pedagógicos conectados à cultura afro-brasileira. Durante a festa, o desfile próprio do Olodum Mirim amplia a visibilidade desse trabalho e reafirma o Carnaval como espaço de aprendizado e transformação social.

Em 2026, o projeto celebra 36 anos de trajetória com o tema “Kemet – Ancestralidade, Realeza e Negritude”, destacando referências à história africana e à valorização das raízes culturais. A apresentação consolida o Olodum Mirim como uma das principais iniciativas de formação artística do Carnaval de Salvador, mostrando que a folia também é ferramenta de inclusão, consciência e fortalecimento da identidade negra.

Crédito das Fotos/Divulgação/Magali Moraes