“OSSALITRES” estreia temporada gratuita no MAB com proposta imersiva em Salvador
A instalação-performativa “OSSALITRES | 2ª crioullage de Diego Araúja” entra em cartaz em Salvador entre os dias 28 de março e 1º de abril de 2026, com apresentações gratuitas no Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória. Com duas sessões diárias, às 18h e 19h30, a obra propõe uma experiência que mistura teatro, artes visuais e audiovisual.
Idealizada por Diego Araúja e com performance da artista transdisciplinar Laís Machado, a criação é realizada pela Plataforma ÀRÀKÁ e dá continuidade à pesquisa do artista sobre o conceito de “crioullage” — uma linguagem que mescla diferentes expressões artísticas a partir de uma perspectiva negra e crioula.
A narrativa parte de um grupo ficcional de intelectuais afrodiaspóricos e africanos que, nos anos 1960, teriam se reunido em Salvador para fundar o “Congresso de Sal”. A partir dessa ideia, a obra constrói um manifesto performático que atravessa memória, política e imaginação, utilizando imagens documentais e narração ao vivo.
Em cena, Laís Machado conduz o público por uma espécie de fluxo de consciência, sobrepondo vídeo, som e performance. A proposta é provocar uma imersão sensorial, refletindo sobre a memória negra como território em disputa e exaltando as lutas históricas do povo negro.
A montagem também se destaca pela construção de uma arquitetura efêmera e imersiva, que transforma o espaço em parte ativa da narrativa. A trilha sonora e a dramaturgia contam com contribuições de artistas internacionais, ampliando o diálogo entre diferentes territórios e culturas.
Com cerca de 30 a 40 minutos de duração, “OSSALITRES” assume um caráter experimental e processual, em que a obra se desenvolve a partir do encontro com o público. O projeto reforça a proposta da Plataforma ÀRÀKÁ de criar experiências artísticas que conectam memória, identidade e inovação.
A temporada integra uma série de ações voltadas à valorização da arte contemporânea e da cultura afrodiaspórica em Salvador, consolidando o MAB como espaço de experimentação e troca cultural.