PanAfro – FEMADUM 2025 inicia segunda etapa com cortejo feminino que reúne mais de 70 percussionistas no Pelourinho
A segunda etapa do PanAfro – FEMADUM 2025 começou com força total nesta sexta-feira (5), movimentando o Centro Histórico de Salvador em uma grande celebração da potência feminina na música afro-baiana. O cortejo do Batuque Obirim – Mulheres de Tambor abriu a programação e tomou as ruas até a Casa do Olodum, reunindo mais de 70 percussionistas em uma apresentação marcada por energia, ancestralidade e representatividade.
O público acompanhou shows dos grupos Mulherada, Didá, Mulheres do Olodum e Mulheres do Malê, com participações de Tainara Miliane, mestre do Olodum; Ramilly Kelly, do Malê; Essência Lima, da Mulherada; e Adriana Portela e Ivone Jesus, da Didá. As cantoras Karina Neris e Vânia Sam também subiram ao palco, reforçando a força feminina na cena musical afro-brasileira.
No Largo do Pelourinho, a Orquestra Afrosinfônica apresentou a sinfonia “Ó Abre Alas Que Eu Quero Sambar”, com participação de Ayana Amorim e um emocionante tributo à Dama do Samba na Bahia, Gal do Beco. A homenagem foi conduzida pelo presidente institucional do Olodum, Marcelo Gentil, ao som de “Rosa”. O encerramento da noite uniu a Escola Olodum e a Orquestra na voz de Nem Cardoso, marcando um dos momentos mais simbólicos do evento.
A programação continuou neste sábado (6), com Olodum Mirim, Banda Percussiva Olodum, Original D’Sal e participação de Tati Brito. Às 15h aconteceu a final do Festival de Músicas FEMADUM 2025, seguida pelo show da banda Adão Negro. No domingo (7), o PanAfro seguiu com Variação de Ritmos, premiação dos vencedores do festival e apresentação do artista internacional Ramiro Naka, da Guiné-Bissau. O encerramento ficou por conta da Banda Show Olodum.
Criado pelo Bloco Afro Olodum, o PanAfro – FEMADUM se afirma como o maior encontro de música afro-latino-americana organizado por uma entidade civil, celebrando formação, arte e criação musical afro-baiana no coração do Pelourinho.