Páscoa inclusiva: como evitar alergias alimentares
A chegada da Páscoa acende o alerta para quem convive com restrições alimentares. Com o aumento do consumo de chocolates e frutos do mar, especialistas reforçam a importância de escolhas seguras para evitar crises alérgicas e desconfortos, principalmente entre pessoas com intolerância à lactose ou alergias alimentares.
Segundo estudos, a intolerância à lactose atinge mais de 65% dos brasileiros, o que exige atenção redobrada nessa época do ano. De acordo com o nutricionista Denis Harley Nunes Lima, do Centro Universitário UniFG Bahia, a condição é comum e está ligada à redução da produção da enzima lactase ao longo da vida. Já as alergias alimentares, como as causadas por mariscos e frutos do mar, podem provocar reações graves, incluindo anafilaxia, que exige atendimento imediato.
Durante a Páscoa, os riscos podem estar em detalhes, como a contaminação cruzada em utensílios e preparações. Um mesmo equipamento usado para preparar camarão, por exemplo, pode desencadear reações em pessoas alérgicas. Por isso, o cuidado deve ser redobrado tanto em casa quanto em ambientes como restaurantes e buffets.
Apesar das restrições, é possível adaptar o cardápio sem perder o clima festivo. Chocolates com maior teor de cacau ou versões sem lactose são boas alternativas, assim como opções feitas com leites vegetais. Para substituir frutos do mar, ingredientes como banana-da-terra, cogumelos e grão-de-bico podem ser usados em receitas tradicionais, mantendo sabor e textura.
Especialistas também alertam para a reposição de nutrientes importantes, como ômega-3 e vitamina B12, que podem ser reduzidos com a exclusão de certos alimentos. Além disso, quem tem intolerância à lactose deve evitar o consumo de chocolates comuns e, se necessário, utilizar a enzima lactase sob orientação profissional. Já pessoas com alergias devem sempre portar medicação adequada.
Para quem vai receber em casa, a recomendação é separar utensílios, garantir a higienização correta e preparar primeiro os pratos seguros. A ideia é garantir uma celebração inclusiva, onde todos possam aproveitar sem riscos.