Pressão alta avança entre jovens e preocupa especialistas no Brasil

A pressão alta, conhecida como hipertensão arterial, tem atingido adultos cada vez mais jovens e acendido um alerta entre especialistas. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que a doença afeta 1 em cada 3 adultos no mundo, somando cerca de 1,3 bilhão de pessoas. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 27,9% da população adulta convive com o problema — e os números crescem já nas primeiras fases da vida adulta.

Entre jovens de 18 a 24 anos, a prevalência chega a 5,8%, saltando para 19,5% entre 35 e 44 anos. Para o cardiologista intervencionista Arthur Pipolo, da Unimed Goiânia, esse avanço está diretamente ligado a hábitos modernos. “Hoje vemos mais jovens com pressão alta. Isso tem relação com sedentarismo, má alimentação, estresse, sono ruim e também com o uso de cigarro eletrônico e energéticos”, explica.

A hipertensão é considerada uma doença silenciosa, já que, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. Isso faz com que muitas pessoas convivam com a condição por anos sem diagnóstico, enquanto o organismo sofre danos progressivos. “A pressão alta pode afetar o coração, o cérebro, os rins e os vasos sanguíneos sem que a pessoa perceba”, alerta o especialista.

Outro ponto de atenção é o crescimento do consumo de vape e bebidas energéticas entre jovens. Segundo o médico, esses hábitos, somados ao estresse cotidiano, podem elevar a pressão arterial e sobrecarregar o sistema cardiovascular ao longo do tempo.

Para evitar complicações, a recomendação é simples, mas exige disciplina. Medir a pressão regularmente, manter uma rotina de atividades físicas, controlar o peso, reduzir o consumo de sal e alimentos ultraprocessados, além de cuidar do sono e do estresse, são medidas essenciais. Evitar cigarro, vape e o excesso de energéticos também faz parte da prevenção.

“Mesmo sem sintomas, é fundamental que jovens incluam o cuidado com a pressão na rotina. Pequenas mudanças no dia a dia fazem grande diferença no futuro”, reforça o cardiologista.