Produtora baiana Flávia Santana participa do European Film Market, na Alemanha
A produtora cultural baiana Flávia Santana embarca para a Alemanha entre os dias 12 e 18 de fevereiro para participar do European Film Market (EFM), um dos principais mercados internacionais de cinema, realizado durante a Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim. Diretora executiva da Mulungu Realizações Culturais, ela integra a programação por meio de intercâmbio promovido pelo Instituto NICHO 54. Esta é a segunda vez que a profissional participa do evento.
À frente da Mulungu, Flávia já produziu mais de 20 curtas-metragens, três longas e duas obras seriadas. Em 2025, dirigiu o curta “Talvez Meu Pai Seja Negro”, que estreou no CachoeiraDoc e conquistou o prêmio de Melhor Documentário no 18º Festival Taguá de Cinema. Entre as produções que assina estão ainda “Cais” (2025), de Safira Moreira, vencedor de três prêmios no Festival Olhar de Cinema, e “Receba!” (2024), de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna, eleito melhor filme pelo voto popular no Panorama Coisa de Cinema e no CINEPE.
O intercâmbio internacional é realizado anualmente pelo NICHO 54 em parceria com o Departamento de Diversidade e Inclusão do EFM. A iniciativa busca fortalecer trajetórias profissionais, ampliar redes internacionais e promover a circulação de profissionais negros no audiovisual.
Em 2022, Flávia participou do EFM em formato virtual, através do programa Nicho Executiva, voltado para acelerar e consolidar carreiras de mulheres negras em posições de liderança no setor audiovisual. A proposta dialoga com o compromisso da produtora em desenvolver obras que abordem narrativas diversas e de impacto sociocultural, especialmente relacionadas a mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+.
“Tenho muito orgulho de representar a Bahia em um dos maiores eventos de mercado do mundo”, destaca Flávia.
Formada em Produção Cultural pela UFBA e pós-graduada pela UFRB, ela também é grantee do Sundance Institute Documentary Film Program. Atualmente, atua como produtora executiva do documentário “Mulheres Negras em Rotas de Liberdade”, com gravações em três países africanos.