Projeto Opará Saberes promove debate sobre educação antimachista em Salvador

A 4ª edição do projeto Opará Saberes será realizada em Salvador com foco na educação antimachista e no enfrentamento à violência de gênero. A abertura acontece no próximo dia 20 de maio, às 18h, no auditório do PAF da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Ondina, com conferência do sociólogo e pesquisador Deivison Nkosi. A participação é gratuita e as inscrições serão feitas presencialmente no local.

Idealizado pela pesquisadora e escritora Carla Akotirene, o projeto amplia sua atuação em 2026 ao unir formação acadêmica, debate social e ações voltadas para prevenção do feminicídio e combate aos discursos de ódio direcionados às mulheres. A iniciativa conta com parceria do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da UFBA (PPGNEIM/UFBA), da OAB Bahia e do Ministério Público da Bahia.

Além da conferência de abertura, o Opará Saberes terá uma série de aulas e encontros até o dia 26 de maio, envolvendo pesquisadores que discutem masculinidade, violência, afetos afrocentrados e educação. Entre os convidados estão o filósofo Renato Noguera e o pesquisador Anderson Eduardo Carvalho de Oliveira.

Segundo Carla Akotirene, a proposta deste ano busca ampliar o debate sobre educação antimachista também para adolescentes e jovens vulneráveis à influência de discursos violentos nas redes sociais. O projeto também pretende fortalecer a formação de profissionais do sistema de Justiça que atuam em casos relacionados à Lei Maria da Penha.

Para os organizadores, o crescimento dos índices de feminicídio no Brasil reforça a necessidade de ações educativas e preventivas. A iniciativa aposta no diálogo entre educação, justiça e produção de conhecimento como estratégia para combater estruturas que perpetuam a violência de gênero.

O Opará Saberes também mantém o compromisso de incentivar trajetórias acadêmicas de mulheres negras, trans e quilombolas, ampliando o acesso à pós-graduação e fortalecendo a produção intelectual negra dentro das universidades.

Ao longo dos últimos anos, o projeto se consolidou como espaço de acolhimento, troca de experiências e fortalecimento de debates sobre raça, gênero e direitos humanos na Bahia.

Foto: Bruno Concha