Retrospectiva de Vik Muniz reforça protagonismo do MAC_BAHIA no cenário nacional
O curador e gestor cultural Daniel Rangel, diretor do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA), idealizou a retrospectiva de Vik Muniz, em cartaz até 29 de março, consolidando o museu baiano como protagonista no circuito nacional de artes visuais.
Considerada a mais ambiciosa entre as quatro grandes exposições assinadas por Rangel nos últimos meses, a mostra reúne mais de 200 obras e foi construída em diálogo direto com o artista. A proposta curatorial parte de uma leitura pública da trajetória de Vik Muniz a partir do Nordeste, rompendo com a tradição de lançar grandes retrospectivas no eixo Sudeste.
O projeto iniciou o circuito por Recife antes de chegar à Bahia, gesto que desloca simbolicamente o centro da narrativa artística brasileira. A decisão posiciona o Nordeste como ponto de partida para debates contemporâneos sobre imagem, materialidade e percepção, fortalecendo a cena cultural da região.
A relação entre Daniel Rangel e Vik Muniz atravessa mais de duas décadas de interlocução. Essa parceria permitiu a construção de um percurso expositivo consistente, reunindo obras históricas, recentes e inéditas. Reconhecido internacionalmente, o artista é conhecido por transformar materiais cotidianos em imagens de alta complexidade visual, característica que ganha destaque na retrospectiva.
Além da mostra de Muniz no MAC_BAHIA, Rangel também assinou a individual de Zéh Palito na mesma instituição, e as exposições “Okòtò – A espiral da evolução”, de Goya Lopes, e “Alafiou”, de Alberto Pitta, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM Bahia).
O conjunto de projetos reforça o papel estratégico do MAC_BAHIA e dos museus baianos na articulação de exposições de grande porte, ampliando a presença da Bahia no mapa das artes contemporâneas do país.