Salvador recebe King Levi, estilista moçambicano que promove moda afrocentrada e inclusão social
Salvador, cidade mais negra fora da África, será o centro de um movimento internacional de moda, cultura e afroempreendedorismo. Entre os dias 3 e 13 de julho, a capital baiana recebe o estilista e diretor criativo moçambicano King Levi, referência da moda africana contemporânea e fundador do ecossistema Fancy Africa. A visita marca o início das articulações para o Fancy África Brasil – edição Salvador, previsto para novembro.
A agenda do estilista inclui encontros com criadores da cena baiana, lideranças culturais e visitas a polos criativos periféricos. Ao lado de Dijara Santos, CEO do projeto Africa 360, Levi vem para fortalecer os laços entre Moçambique e Salvador, abrindo caminhos para novas conexões entre moda, identidade e desenvolvimento social.
“Estar em Salvador é como estar em casa. É um reencontro de histórias e de povos que nunca estiveram separados”, destaca Levi. Durante a estadia, ele lançará a coleção Xibugo e o edital do Fancy África Lab, um projeto de formação técnica para jovens periféricos nas áreas de design, modelagem, estamparia, gestão e branding. A iniciativa também busca inserir esses jovens em redes internacionais de negócios ligados à moda afro.
Para Levi, o Fancy Africa vai além das passarelas: “Não é apenas um desfile. É uma plataforma que celebra a moda, mas, acima de tudo, promove transformação social. É sobre capacitar, gerar oportunidades e conectar talentos negros ao mundo.”
A edição brasileira do Fancy Africa nasce com o propósito de consolidar Salvador como uma capital internacional da economia criativa afrocentrada, reunindo moda, cultura, inovação e empreendedorismo negro. A iniciativa conecta Salvador e Moçambique por meio de uma proposta que une tradição, ancestralidade e futuro.
Quem é King Levi
Visionário e multifacetado, King Levi comanda a KLD Agency, a incubadora KLD Creative, o projeto social Educare Fashion Hub e a marca Vicious Shoes. Sua trajetória é marcada pela valorização da identidade africana, pelo protagonismo negro e por criações sofisticadas que unem elegância e ancestralidade.