Suplementos podem ser aliados no emagrecimento saudável, dizem especialistas

O debate sobre emagrecimento ganhou novo fôlego com a popularidade das chamadas “canetas emagrecedoras”, que já superam as dietas nas buscas do Google. Apesar do crescimento, especialistas alertam que não existe fórmula mágica: alcançar e manter o peso ideal exige acompanhamento profissional e responsabilidade com a saúde.

Para a nutricionista Cindi Matos, o primeiro passo é uma avaliação completa, que considere exames laboratoriais, histórico de doenças como síndrome do ovário policístico, resistência à insulina e distúrbios gastrointestinais, além de fatores emocionais e comportamentais. “É fundamental entender a motivação real do paciente, seus hábitos alimentares, padrão de sono, nível de atividade física e relação com o estresse”, explica.

Nesse processo, alguns ativos suplementares podem ajudar, desde que prescritos por profissionais qualificados. Fitocompostos, nutracêuticos, antioxidantes e probióticos podem atuar na prevenção do ganho de peso e no gerenciamento metabólico. De acordo com a farmacêutica Rosana Amorim, da Singular Pharma, eles podem auxiliar na modulação do apetite, regulação hormonal, estímulo da termogênese e até na melhora da saúde intestinal.

Entre os principais ativos estão a berberina, o Corebiome, o Biomansia e os probióticos. A combinação de fibras e probióticos, por exemplo, contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal, impactando diretamente na absorção de nutrientes e na saciedade. Ainda assim, Cindi reforça: “Os ativos são complementares, nunca substituem uma alimentação equilibrada e acompanhamento nutricional”.

Outra diferença importante, segundo Rosana, é que os ativos manipulados são produzidos de forma personalizada, respeitando as necessidades individuais de cada paciente, ao contrário dos medicamentos prontos disponíveis no mercado. Essa personalização pode incluir diferentes formas farmacêuticas, facilitando o consumo sem perder os benefícios.

Os especialistas alertam, no entanto, para os riscos de soluções rápidas e sem acompanhamento: efeito sanfona, deficiências nutricionais, desregulações hormonais e até o mascaramento de doenças como hipotireoidismo e resistência insulínica.

A mensagem central, segundo os profissionais, é clara: emagrecer com saúde exige um plano individualizado, que una alimentação equilibrada, autocuidado e acompanhamento técnico — sem atalhos perigosos.