Teatro Terceira Margem celebra 10 anos com circuito artístico em Salvador

O grupo Teatro Terceira Margem comemora, entre outubro e dezembro de 2025, dez anos de trajetória com uma extensa programação que ocupa diferentes espaços culturais de Salvador. O projeto “Teatro Terceira Margem – 10 anos” celebra uma década de pesquisa, criação e formação artística, reafirmando o grupo como um dos coletivos mais atuantes da cena teatral baiana.

A programação reúne espetáculos, leituras dramatizadas e oficinas gratuitas, em locais como o Boca de Brasa Cajazeiras, Casa Preta Espaço de Cultura e Casa Rosa/Teatro Cambará. A proposta é revisitar o repertório do grupo e apresentar novas criações, aproximando artistas, estudantes e o público da capital.

A abertura do circuito acontece nesta quinta-feira (31), no Boca de Brasa Cajazeiras, com a leitura dramatúrgica musicada “A Máquina que Dobra o Nada”, dirigida por Caio Rodrigo. A obra marcou o início da parceria com o autor Ian Fraser e rendeu ao grupo o Prêmio Bahia Aplaude de Melhor Espetáculo Infantojuvenil (2015). A leitura reúne jovens atores e musicistas experientes em uma apresentação acessível, com intérprete de Libras, visita sensorial e recursos de inclusão para pessoas com deficiência.

Na sexta-feira (1º de novembro), Fraser ministra a oficina “A Jornada do Herói”, voltada a estudantes da rede pública. Com 20 vagas gratuitas, a atividade explora os elementos da narrativa teatral e reforça o compromisso do Terceira Margem com a formação de novos artistas.

O projeto segue com destaque para a estreia de [ensaio] para uma Redenção, de 21 a 30 de novembro, na Casa Rosa. A montagem marca o ponto alto das celebrações e reúne elenco e equipe premiados, em uma reflexão poética sobre a própria travessia do grupo.

Até dezembro, o público poderá participar ainda de oficinas de cenografia, interpretação e iluminação, além de revisitar o espetáculo [sem] DRAMA e a leitura “As Cidades”.

Com mais de 500 apresentações, 22 indicações e 5 prêmios Bahia Aplaude, o Teatro Terceira Margem consolida uma década de resistência, criatividade e formação cidadã no teatro baiano.

A Máquina que Dobra o Nada – foto de Diney Araújo